Volvo Ocean Race quer reforçar a presença em Portugal

Falta menos de um ano para o arranque de um dos eventos desportivos mais aguardados do mundo. Considerada um dos três maiores eventos de vela, juntamente com a American Cup e os Jogos Olímpicos, a Volvo Ocean Race (VOR) quer que Lisboa passe a ser sede permanente da regata oceânica e possa vir a receber o museu da prova.

É uma autêntica epopeia para os amantes do mar. Nove meses, 40 mil milhas náuticas, quatro oceanos e um único objetivo: completar a mais longa e competitiva volta ao mundo em vela, classificada como um dos desafios oceânicos mais extremos.

Depois de ter servido por duas vezes de stopover para a regata oceânica, Lisboa foi a cidade escolhida como primeira paragem da regata oceânica na 13ª edição da Volvo Ocean Race que arranca a 22 de outubro do próximo ano, em Alicante, devendo chegar a águas portuguesas durante o mês de novembro.

Na edição de 2014/2015, a passagem da prova por Lisboa terá atraído, em média, mais de 14,5 mil pessoas por dia até à Doca de Pedrouços. Objetivo: ver de perto a regata. Durante os 12 dias de paragem em Portugal, 207. 128 visitantes passaram pelo recinto montado no estaleiro de Algés, tendo Lisboa sido uma das host cities onde se registou maior adesão ao programa de atividades oferecidas pela VOR.

A histórica ligação ao mar sempre muito presente no povo português não passou despercebida aos responsáveis pela organização da prova que pretendem reforçar a participação de Portugal na Volvo Ocean Race. Em declarações ao Jornal Económico, Mark Turner reafirma as intenções do anterior CEO da VOR, Knut Frostad – a quem sucedeu em junho deste ano – em instalar um boatyard (estaleiro) da regata na Doca de Pedrouços, em Algés (Lisboa), passando este a ser sede permanente da prova.

“Lisboa reúne todas as condições para ser um centro de excelência”, afirma o dirigente da regata oceânica. “É um ponto geograficamente estratégico, que permite a ligação do Atlântico com o Mediterrâneo e com o resto da Europa”. Além disso, Turner destaca ainda que a capital portuguesa tem “boas condições de vento” (que geralmente varia entre os 5 e os 35 nós, ou seja, entre os 2 e os 18 m/s) e qualidade de infraestruturas, como a da Doca de Pedrouços, “para não falar da ligação histórica que o país tem com o mar”.

O novo diretor executivo da competição parece não ser o único a apreciar as boas condições que a cidade oferece. Recorde-se que o barco de Abu Dhabi, equipa vencedora da 12ª edição da competição, que no ano passado teve Ian Walker como skipper, escolheu as águas portuguesas como sede de preparação para a regata oceânica. “A ideia será levar outros atletas a escolherem Lisboa como campo de treinos para a competição”, sugere Turner.

A transferência do museu da Volvo Ocean Race para a capital portuguesa é também uma das possibilidades que estão ainda em negociações. A ideia seria criar um museu idêntico ao que a organização detém em Alicante, mas com sede em Portugal. “É uma das discussões que estão a ser feitas: levar o conteúdo do museu de Alicante para Lisboa ou fazer uma cópia do que já temos em Portugal”. Por enquanto, contudo, “é apenas uma proposta”.

Uma outra decisão que parece ter apoio das equipas e dos patrocinadores é a ideia de fazer com que a prova, que se realiza de três em três anos, passe a ter um intervalo entre edições de apenas dois anos. Assim se contribuiria para maior impacto da prova a nível mundial e um aumento da adrenalina e fascínio da competição.

 

Lisboa, Cidade do Cabo e Auckland: as favoritas na volta ao mundo

Na rota da 13ª edição da Volvo Ocean Race permanecem algumas das host cities definidas como pontos de paragem em edições anteriores. À capital portuguesa vêm juntar-se Auckland (Nova Zelândia) e Cidade do Cabo (África do Sul). Na lista de stopovers para 2017/2018, a cidade de Haia (Holanda) figura como estreante nesta competição.

A edição 2017/2018 vai ter início em Alicante em outubro, seguindo depois para Lisboa. Depois da paragem inicial, a regata segue rumo à Cidade do Cabo, passa o Cabo da Boa Esperança e inicia a etapa mais longa do percurso até Hong Kong.

A paragem seguinte será em Guangzhou e, mais tarde, Auckland. Da cidade neozelandesa os participantes seguem para Itajaí, atravessando o cabo Horn (uma das etapas mais difíceis do trajeto). Newport é o destino que se segue e, já em águas europeias, a regata deve parar ainda em Cardiff e Gotemburgo, finalizando o desafio oceânico em Haia, onde será conhecido o vencedor da prova.

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