Vulcão de Santa Bárbara nos Açores com níveis de sismicidade acima do normal

Em declarações feitas hoje à Lusa, o presidente do CIVISA, Rui Marques, explicou que “um dos parâmetros monitorizados — a sismicidade — está claramente acima dos valores normais para o sistema vulcânico”, embora não haja “reativação” do mesmo.

O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) colocou o vulcão de Santa Bárbara, na Terceira, em alerta científico V2 (possível reativação do sistema), devido aos níveis de atividade microssísmica, mas “sem motivo para alarme”.

Em declarações feitas hoje à Lusa, o presidente do CIVISA, Rui Marques, explicou que “um dos parâmetros monitorizados — a sismicidade — está claramente acima dos valores normais para o sistema vulcânico”, embora não haja “reativação” do mesmo.

Existem sete níveis de alerta vulcânico, em que V0 significa “estado de repouso” e V6 “erupção em curso”, de acordo com a página da internet do CIVISA.

Segundo Rui Marques, a decisão de colocar o vulcão de Santa Bárbara em nível de alerta científico V2 surge na sequência de “um incremento da atividade sísmica que se iniciou a 24 junho e que tem persistido”.

Desde então, foram registados “dois sismos sentidos”, adiantou à Lusa.

“A 30 de julho registou-se um sismo de maior magnitude de 2,5 na escala de Richter, o segundo sismo sentido”, acrescentou.

O presidente do CIVISA referiu que está a ser registada “uma média de 17 sismos por dia no vulcão de Santa Bárbara, nos últimos cinco dias”.

“Há um incremento diário na frequência de sismos. Mas, não há motivo neste momento para alarme. As pessoas devem manter o seu dia-a-dia”, vincou Rui Marques.

O responsável sublinhou que o CIVISA “continua a fazer monitorização dos sistemas vulcânicos ativos e, havendo alguma alteração, é logo comunicada ao Serviço Regional de Proteção Civil”.

Rui Marques referiu ainda que, “recorrentemente”, o vulcão de Santa Bárbara “vai tendo alguns incrementos da atividade sísmica”, o último dos quais “ocorreu entre março e dezembro de 2020, com mais de 500 sismos registados”.

Os Açores têm “18 sistemas vulcânicos ativos em terra”, acrescentou.

Ainda de acordo com Rui Marques, o CIVISA motoriza “50 zonas sismogénicas”, que “têm capacidade de gerar sismicidade”, mas que vão apresentando “algumas características diferentes umas das outras”.

A ilha de São Jorge tem atualmente ativo um nível de alerta vulcânico V3 (sistema ativo sem iminência de erupção), na sequência da crise sismovulcânica registada desde 19 de março.

O sismo de maior magnitude (3,8 na escala de Richter) desta crise ocorreu no dia 29 de março, às 21:56.

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

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