Wall Street em alta, finalmente alinhada com a Reserva Federal

os principais índices de Wall Street fecharam a subir, alavancados pela evidência há meses esperada de que o ritmo de subida das taxas de juro pode finalmente moderar-se. A guerra contra a inflação está a ser ganha.

Os principais índices de Wall Street subiam ao longo das negociações desta quarta-feira, depois de a ata da reunião de novembro da Reserva Federal ter mostrado que os aumentos das taxas de juros podem desacelerar em breve.

Segundo as notícias insistentemente divulgadas por todos os jornais, uma “maioria substancial” dos dirigentes do banco central concordaram que “provavelmente seria apropriado em breve” desacelerar o ritmo dos aumentos das taxas de juros.

O Dow Jones segue a subir para os 34.194,68 pontos, mais 96,58 pontos ou mais 0,28%; o Nasdaq regista 11.291,26 pontos, mais 116,85 pontos, ou mais 1,05%; e o S&P 500 está nos 4.027,42 pontos, mais 23,84 pontos, ou mais 0,6%.

Era a notícia mais aguardada dos últimos meses. “O que os mercados de ações precisavam de ver para que as evidências recentes continuassem e foi o que obtivemos das atas”, disse Michael James, da Wedbush Securities, citado pela agência Reuters.

Desde a última reunião da Fed em 1 e 2 de novembro, os investidores estão mais otimistas quanto à possibilidade do alívio da subida das taxas de juro, finalmente libertas de alguma da pressão sobre os preços, sinalizando que aumentos menores dos juros já serão, em princípio, suficientes para reduzir a inflação.

“O que acho que se está a ver é um entusiasmo renovado dos investidores, alimentado por aqueles que veem uma luz no fim do que tem sido um túnel muito escuro. E tem havido tanto dinheiro à margem que está de costas voltadas aos mercados e à espera para voltar à ação!”, disse por seu turno Moez Kassam, da Anson Funds, igualmente citado pela Reuters.

O volume negociado esteve baixo antes do feriado de Ação de Graças, na quinta-feira, com o mercado de ações aberto para meia sessão na próxima sexta-feira. No início da manhã, uma mistura de dados económicos levou a uma queda no rendimento da nota de referência do Tesouro a dez anos, ajudando a impulsionar as ações. A partir daí, o dia ficou ‘selado’: iria ser de regresso dos bons negócios ao interior de Wall Street.

O número de norte-americanos a pedirem subsídio de desemprego aumentou mais que o esperado na semana passada e a atividade empresarial nos Estados Unidos contraiu pelo quinto mês consecutivo em novembro. O sentimento positivo dos consumidores aumentou e as vendas de casas subiram acima das expectativas. Tudo boas indicações para o mercado de capitais, que observam uma retração do consumo e anteveem mais dinheiro a correr para dentro das suas paredes.

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