Wall Street fecha com os principais índices a subir

Os investidores estão a habituar-se à ideia de que a Reserva Federal vai intervir no mercado e que uma pequena recessão será o cenário mais certo. Como em relação a tudo, o mercado de capitais encontra forma de se adaptar.

Reuters

Sem grandes euforias mas numa tendência que acabou por conseguir consolidar-se desde o início das negociações, os principais índices do mercado de capitais norte-americano fecharam positivos, mesmo que as subidas tenham sido bastante tímidas.

O Dow Jones segue nos 30.618,40 pontos, mais 135,27 pontos, ou mais 0,44%; o Nasdaq sobe para os 11.217,73 pontos, mais 164,65 pontos, ou mais 1,49%; e o S&P está nos 3.790,72pontos, mais 30,83 pontos, ou mais 0,82%.

Mas, face ao histórico recente, o facto de os três índices terem fechado no verde já é uma boa notícia. E resulta, segundo os analistas, do facto de o presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed) ter admitido que o banco central tem uma tarefa “muito desafiante” de apertar a política monetária com uma aterragem suave da economia. Powell admitiu que uma recessão “é certamente possível”, mas as suas palavras foram lidas pelos investidores como uma motivação da Fed para suavizar as suas intervenções ao nível do aumento das taxas de juro.

Nada parece indicar que de certeza essa suavização venha a suceder, mas, como dizem os analistas, o mercado está de tal forma volátil, que qualquer ‘côdea’ é considerada uma notícia positiva.

As ações subiram ao longo do dia, e concomitantemente os rendimentos do Tesouro dos Estados Unidos caíram para a mínima de duas semanas.

“O que estamos a ver aqui é um mercado de ações a tentar absorver o aperto da Fed e basicamente tentando adivinhar qual é a próxima baixa do mercado”, disse Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities, citado pela agência Reuters.

“Os rendimentos estão a cair e isso está a ajudar as ações. O mercado descontou muito, e ontem Powell basicamente reconheceu que vão fazer de tudo para combater a inflação e uma leve recessão” será possível, comentou.

•Entretanto, o número de norte-americanos que se inscreveram para receber os subsídios de desemprego rondou os 229 mil na semana que terminou a 18 de junho, em comparação com os 231 mil registados na semana anterior. Os dados desta quinta-feira ficaram acima das expectativas do mercado, que eram de 227 mil. Os pedidos contínuos, que atrasa uma semana, revelam uma subida de 1,310 milhões para 1,315 milhões, em linha com as expectativas dos analistas.

Mas também já se ficou a perceber que os dados do desemprego, sejam eles quais forem, não fazem qualquer efeito dentro das paredes de Wall Street, dado ser impossível encontrar-se uma relação de causa e efeito entre a subida do desemprego e as subidas ou descidas do mercado de capitais.

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