Wall Street fecha em alta com expectativa de avanços da reforma fiscal

A bolsa dos EUA fechou em alta mais uma vez impulsionada pelos avanços da reforma fiscal de Trump.

Crash de 25% em Wall Street

O Dow Jones fechou com subidas de 0,29%, para 24.212 pontos. O S&P subiu 0,29% para 2.639,49 pontos e o Nasdaq 0,54% para 6.324,09 pontos.

A Bolsa de Nova Iorque viu o sector bancário subir com os avanços da reforma fiscal de Trump. A Goldman Sachs valorizou 1,06%; o Morgan Stanley ganhou 1,28%; e o Bank of América subiu 0,49%.

Pouco depois do encerramento da Bolsa, os congressistas de Washington aprovaram a prorrogação até o dia 22 de dezembro para o financiamento do Governo Federal.  Os congressistas precisam chegar a um acordo para estender o financiamento do governo federal até hoje, quando se encerrava o prazo do atual orçamento. Caso não houvesse um pacto, o governo federal podia sofrer uma paralisação por falta de recursos.

Os congressistas têm de chegar a um acordo para ampliar o financiamento do governo federal. Os republicanos apresentaram um texto para ampliar o orçamento atual por mais duas semanas, ganhando assim tempo para negociar com os democratas. Tudo isto para que as negociações sobre a reforma fiscal possam chegar a bom porto.

Os principais dados do dia foram os do desemprego semanal. As estatísticas hoje conhecidas sobre o emprego foram encorajadoras, com as inscrições semanais no desemprego nos EUA a descerem ligeiramente, ao contrário do que previam os analistas. A previsão era no sentido das reivindicações iniciais de emprego subirem para 240.000, a partir de 238.000, mas finalmente caiu para 236.000. Os pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos diminuíram assim em 2.000 na semana passada face à anterior. E os 236.000 são o nível mais baixo das últimas cinco semanas, informou hoje o Departamento do Trabalho norte-americano.

Esta foi a terceira descida semanal consecutiva dos pedidos de subsídio de desemprego, tendo a média de pedidos do último mês — um indicador menos volátil da evolução do mercado laboral — recuado em 750 para 241.500, de acordo com os dados oficiais. Além disso, o número de pessoas nos EUA que recebem atualmente subsídios de forma permanente por estarem sem trabalho desceu em 52.000, para 1.908 milhões, o valor mais baixo das últimas quatro décadas. O mercado laboral norte-americano tem vindo a recuperar nos últimos meses e, em outubro, a taxa de desemprego ficou em 4,1%.

Na frente das ações, o setor industrial liderou a subida, com o índice que agrupa estes valores no S&P 500 a progredir 0,90%, enquanto o que junta o setor tecnológico avançou 0,65%, graças ao desempenho de títulos emblemáticos como Facebook, que ganhou 2,32%, ou Alphabet (1,23%), a casa-mãe da Google.

O título mais otimista da sessão foi da Caterpillar (+ 1,82%), seguido da Visa (+ 1,51%) e da Nike (+ 1,47%). No lado negativo, destaca-se a Coca-Cola (-1,44%), a Procter & Gamble (-1,26%) e a Intel (-0,85%).

O petróleo West Texas cai 0,12% para 56,62 dólares. Já o Brent em Londres subiu 1,6% para 62,20 dólares.

(atualizada)

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