Wall Street fecha eufórica com vislumbre do abrandamento da subida das taxas da Fed

Nasdaq foi o índice estrela de Wall Street. A justificar a subida das ações está a descida do ISM dos EUA para mínimos de mais de dois anos, que reforçou a narrativa de que a Fed está a ter sucesso no arrefecimento da economia, pelo que poderá abrandar o aperto da política monetária.

O Dow Jones valorizou 2,80% para 30.316,3 pontos; o S&P 500 avançou 3,06% para 3.791 pontos e Nasdaq liderou ao disparar 3,34% para 11.176,4 pontos.

Bastou um dado económico negativo nos EUA para motivar uma descida acentuada dos juros das obrigações soberanas, para que as ações tivessem fortes valorizações.

A ‘desculpa’ fundamental para explicar a recuperação das bolsas é que os investidores estão a descontar que a inflação nos EUA pode ter atingido o pico, depois de os dados do setor industrial, divulgados nesta segunda-feira, mostrarem que as subidas de juros feitas pelo Fed começam a surtir efeito .

A descida do ISM dos EUA para mínimos de mais de dois anos reforçou a narrativa de que a Fed está a ter sucesso no arrefecimento da economia, pelo que poderá abrandar o aperto da política monetária.

Musk avança para a compra do Twitter e ações disparam 22%

Recorde-se que ontem foi conhecido que o PMI industrial de setembro nos Estados Unidos atingiu os 50,9, recuando 1,9 ponto percentual em relação aos 52,8 registrados em agosto, segundo o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM).

A Amazon destacou-se entre as tecnológicas ao subir 4,5%, mas todas as outras fecharam em alta.

No Dow Jones todos os títulos fecharam em alta, com destaque para o Goldman Sachs, Boeing e Salesforces.

O crude West Texas escala 3,12% para 86,24 dólares o barril.

O dólar cai face ao euro, com o euro a valer agora 0,9993 dólares.

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Assim, na abertura de Wall Street, o Dow Jones perde 0,62% para 34.217,92 pontos, o S&P 500 cede 0,69% para 34.217,92 pontos e o tecnológico Nasdaq recua 0,54% para 11.399,31 pontos. 

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O ranking mensal de aumento das cotações corresponde à Galp (14,7%), à Semapa (11,3%), ao BCP (5,7%), à EDP Renováveis (3,5%), à Greenvolt (3,2%), à EDP (2,1%), aos CTT (1,8%), à Mota-Engil (1,5%), à Jerónimo Martins (1%) e à Navigator (0,2%). 

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O Clube dos Pequenos Acionistas entende que “os próximos relatórios de Governo Societário da Galp poderão produzir indícios sobre as razões da renúncia do CEO Andy Brown e papel do acionista Estado através da Parpública que detém 7,5% do capital, face às considerações públicas daquele sobre o impacto da windfall na companhia e na evolução do sector no país”. 
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