Wall Street fecha no verde empurrada por energia e Apple

A perspetiva de um possível pico já ultrapassado na inflação está a animar os mercados na antecâmara da divulgação do índice de preços no consumidor de agosto. A Apple deu um forte impulso, dadas as boas notícias quanto à sua nova linha de iPhones.

Wall Street fechou a primeira sessão da semana no verde, com os mercados a mostrarem alívio com a possibilidade de a inflação ter já chegado ao seu pico e beneficiando do impulso dado pelo sector energético e tecnológico.

O Dow Jones encerrou a sessão a subir 230 pontos, ou 0,71%, chegando aos 32.381,34, enquanto o S&P encerrou com ganhos de 1,09% até aos 4.111,55 pontos. O Nasdaq liderou, ao avançar 1,27% até aos 12.266,41 pontos.

Os investidores mostraram algum alívio com a possibilidade de ter já sido alcançado o pico da inflação na maior economia do mundo, com os dados a serem publicados esta terça-feira a gerarem expectativa por um possível segundo recuo seguido da pressão nos preços.

Os números da inflação em agosto são divulgados uma semana antes da reunião de política monetária da Reserva Federal, para a qual as apostas do mercado estão mais inclinadas 75 pontos base (p.b.), embora com a porta aberta a um aumento mais contido, de 50 p.b..

A possibilidade de um alívio na inflação deu força ao sector energético, que também beneficiou das notícias vindas da Ucrânia sobre o aparente sucesso da contraofensiva de Kiev, bem como ao tecnológico. As principais cotadas deste segundo ramo fecharam em alta, com destaque para a Apple, que subiu 3,9% com os bons indicadores dados pela nova linha de iPhones.

Nota negativa para o Twitter, que fechou a cair 1,7% depois de mais notícias quanto à tentativa fracassada de compra por Elon Musk. O dono da Tesla está atualmente a tentar pela terceira vez abandonar a aquisição da rede social, que vai terça-feira a votos entre os acionistas do Twitter.

Noutras frentes, o sector biofarmacêutico também registou ganhos assinaláveis com a Bristol Myers Squibb a ganhar 5,8% depois da aprovação de um tratamento pela Agência de Comida e Medicamentos norte-americana, enquanto a Carvana saltou mais de 15%.

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