Wall Street fecha no vermelho em dia de oscilações

Os comentários dos representantes da Fed Christopher Waller, no domingo, e de Lael Brainard esta segunda-feira tiveram impactos distintos no mercado, que não conseguiu aguentar os ganhos da semana anterior.

Wall Street | Spencer Platt/Getty Images

Os índices norte-americanos fecharam a primeira sessão da semana no vermelho, oscilando durante o dia à medida que os investidores digeriam os mais recentes comentários da vice-presidente da Reserva Federal e as notícias de mais despedimentos numa gigante tecnológica, desta feita a Amazon.

O Dow Jones fechou a cair quase 200 pontos, ou 0,48%, para os 33.551,34, enquanto o S&P 500 perdeu 0,85%, terminando com 3.958,84 pontos. O índice tecnológico Nasdaq foi o mais castigado, perdendo 1,12%, ou 127 pontos, para os 11.196,22.

Depois dos comentários de Christopher Waller, governador da Fed, no domingo, esta segunda-feira foi a vez de Lael Brainard, vice-presidente do organismo, sinalizar que o ritmo das subidas pode abrandar em breve, mas que a taxa terminal deverá ser mais alta do que o mercado estava à espera.

Estes comentários, ao contrário dos de Waller, empurraram os índices para cima depois de um arranque no vermelho agravado pelas notícias do despedimento de 10 mil trabalhadores na Amazon. Estes relatos surgem depois de Meta e Twitter terem avançado com ações semelhantes, pressionando o sector tecnológico.

Ainda assim, a Meta fechou no verde, ganhando 1,1% e destoando da generalidade das cotadas. A Amazon fechou a perder 2,5%.

Em sentido inverso, o sector da saúde destacou-se com a Moderna a ganhar 4,6% e a Biogen a subir 3,3%, ao passo que as energéticas contrariaram a queda no preço do barril e o corte nas projeções para a procura global da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), somando ganhos na sessão.

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