Wall Street no ‘vermelho’ apesar da suspensão de tarifas nos carros

As receitas da Adobe Systems Incorporated subiram 23%, para 2,42 mil milhões de dólares, ligeiramente abaixo do esperado (2,43 mil milhões de dólares). A empresa de programas informáticos cai 4,99%, para 235,74 dólares.

Reuters

Os mercados financeiros norte-americanos abriram a última sessão da semana, dia 14 de dezembro, em terreno negativo. A bolsa de Nova Iorque, à semelhança das principais praças europeias, está a negociar no ‘vermelho’, apesar de a China ter recuado na aplicação de taxas aduaneiras às importações de automóveis dos Estados Unidos da América (EUA).

“Wall Street acompanha o ambiente negativo que se vive na Europa, perante os fracos dados macroeconómicos divulgados para a China e zona euro. Esperamos agora pelos indicadores preliminares de atividade nos serviços e indústria nos EUA daqui a pouco”, refere Ramiro Loureiro.

O trader do Millennium bcp lembra que tanto a Adobe como a Costco apresentaram números “que não geram grande entusiasmo e isso também penaliza o sentimento”. “Nota para a queda dos títulos da Starbucks após corte de projeções e ainda para a suspensão de tarifas adicionais à importação de veículos dos EUA por parte da China, boas notícias para o setor automóvel”, afirma, em comunicado.

A partir do próximo ano (e durante três meses), a China vai suspender os 25% de tarifas adicionais aplicadas à importação de veículos norte-americanos, o que prevê que as taxas sobre as viaturas dos EUA passem dos 40% para os 15%. A notícia é positiva para empresas como a Ford, General Motors, Fiat-Chrysler ou Tesla.

Ainda a nível empresarial, destaque para o facto de as receitas da Adobe Systems Incorporated terem subido 23% em termos homólogos, para 2,42 mil milhões de dólares, ligeiramente abaixo do esperado pelos analistas (2,43 mil milhões de dólares). A empresa de programas informáticos cai 4,99%, para 235,74 dólares.

Cerca de meia hora após o início da sessão reinava o pessimismo entre os principais índices bolsistas norte-americanos. O industrial Dow Jones recuava 0,84%, para os 24.391,77 pontos, e acompanhando estes números em baixa, o alargado S&P 500 perde 0,61%, para os 2.634,43 pontos. Na mesma linha, o tecnológico Nasdaq desce 0,65%, para os 7.024,20 pontos. Já o Russell 2000 valoriza, em linha d’água, 0,02%, para os 1.436,35 pontos.

A cotação do barril de Brent desliza 1,37%, para 60,61 dólares, enquanto a cotação do crude WTI resvala 1,71%, para 51,68 dólares por barril. Quanto ao mercado cambial, nota para a depreciação de 0,64% do euro face ao dólar (1,1288) e para a desvalorização de 0,71% da libra perante a divisa dos Estados Unidos (1,2546).

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Lá fora, as principais praças europeias negociaram maioritariamente em terreno positivo. O FTSE 100 valorizou 0,32%, o CAC 40 ganhou 0,08%, e o DAX apreciou 0,01%. O espanhol IBEX 35 manteve-se estável.
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