Wall Street vai de fim de semana no ‘vermelho’, abalada pelos dados de emprego

O tecnológico Nasdaq fechou a desvalorizar mais de 3%.

Wall Street | Spencer Platt/Getty Images

Os principais índices bolsistas norte-americanos encerraram a semana no ‘vermelho’, num dia afetado pelos dados do emprego dos Estados Unidos relativos a setembro. Nesse mês, foram 263 mil novos postos de trabalho a serem criados, abaixo dos 250 mil esperados pelos economistas e um número inferior aos dados de agosto (315 mil). Por outro lado, a taxa de desemprego fixou-se nos 3,5%, abaixo dos 3,7% estimados. Mesmo com a tentativa da Reserva Federal em desacelerar a economia com aumentos de taxas para conter a inflação, os dados de emprego no país continuam em alta.

Assim, o tecnológico Nasdaq fechou a desvalorizar 3,80% para os 10.652,41 pontos, o industrial Dow Jones tombou 2,10% para os 29.297,25 pontos, enquanto o empresarial S&P 500 recuou 2,77% para os 3.640,90 pontos.

A nível empresarial, destaque para as quedas de algumas gigantes tecnológicas: a Microsoft caiu mais de 5%, seguida da Meta, que tombou mais de 4%, da Apple (-3,67%) e da Alphabet (-2.61), devido a um ambiente de aumento de taxas a tornar o sentimento negativo em relação a ações de maior valor com um horizonte de retorno mais longo.

No mercado petrolífero, o ouro negro está a ser negociado em alta. O preço do brent está a valorizar 3,56% para os 97,78 dólares, e o crude ultrapassa a barreira dos 90 dólares, valorizando 4,69% para os 92,60 dólares.

No mercado cambial, o euro está a ter uma desvalorização de 0,52% face ao dólar, para os 0,9737 dólares.

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Assim, na abertura de Wall Street, o Dow Jones perde 0,62% para 34.217,92 pontos, o S&P 500 cede 0,69% para 34.217,92 pontos e o tecnológico Nasdaq recua 0,54% para 11.399,31 pontos. 

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O ranking mensal de aumento das cotações corresponde à Galp (14,7%), à Semapa (11,3%), ao BCP (5,7%), à EDP Renováveis (3,5%), à Greenvolt (3,2%), à EDP (2,1%), aos CTT (1,8%), à Mota-Engil (1,5%), à Jerónimo Martins (1%) e à Navigator (0,2%). 

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O Clube dos Pequenos Acionistas entende que “os próximos relatórios de Governo Societário da Galp poderão produzir indícios sobre as razões da renúncia do CEO Andy Brown e papel do acionista Estado através da Parpública que detém 7,5% do capital, face às considerações públicas daquele sobre o impacto da windfall na companhia e na evolução do sector no país”. 
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