Washington apela aos países democráticos para “reforçarem laços com Taiwan”

O Presidente dos EUA, Joe Biden, convidou Taiwan, e não Pequim, para a Cimeira para a Democracia, iniciativa em formato virtual que arrancou na quinta-feira e se prolonga durante o dia de hoje.

Alex Wong / Getty Images

Os Estados Unidos apelaram na quinta-feira aos países democráticos para “reforçarem os seus laços com Taiwan”, depois de a Nicarágua ter anunciado o corte de relações diplomáticas com Taipé.

“Encorajamos todos os países que valorizam as instituições democráticas, a transparência, o Estado de direito e a promoção da prosperidade económica dos seus cidadãos a reforçarem os seus laços com Taiwan”, escreveu o Departamento de Estado norte-americano, em comunicado, citado pela agência France-Presse (AFP).

A rutura com Taipé, anunciada na quinta-feira pelo governo do Presidente Daniel Ortega, “priva o povo da Nicarágua de um parceiro leal para o seu crescimento democrático e económico”, acrescenta-se, na nota.

A questão de Taiwan está a agravar a tensão entre os Estados Unidos e a China.

O Presidente dos EUA, Joe Biden, convidou Taiwan, e não Pequim, para a Cimeira para a Democracia, iniciativa em formato virtual que arrancou na quinta-feira e se prolonga durante o dia de hoje.

A Nicarágua anunciou na quinta-feira a rutura das suas relações diplomáticas com Taiwan e o reconhecimento de “uma única China” dirigida por Pequim.

“A República Popular da China é o único governo legítimo que representa toda a China e Taiwan é uma parte inalienável do território chinês”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros nicaraguense, Denis Moncada.

China e Taiwan vivem como dois territórios autónomos desde 1949, mas Pequim considera a ilha parte do seu território e já chegou a ameaçar a reunificação pela força.

Na terça-feira, os Estados Unidos advertiram a China de que vão adotar as medidas possíveis, tanto dissuasivas como diplomáticas, para garantir que o gigante asiático não irá anexar Taiwan através da força.

O aviso foi feito pelo assessor de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, durante uma conferência de imprensa, em resposta a uma pergunta sobre se os Estados Unidos estão preparados para lidar com uma situação em que a China aplique a força para uma unificação com Taiwan.

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