Zeiss investe 2 milhões para subir exportação

A fábrica de Setúbal vai ser a única a produzir lentes espelhadas para o grupo alemão, num voto de confiança da casa-mãe.


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O negócio da Carl Zeiss Vision Portugal cresceu 20% no ano fiscal de 2015. Entre vendas diretas e indiretas, a subsidiária contribuiu com mais de 30 milhões de euros para o volume de negócios global da empresa.

Carlos Ramada, diretor-geral da Carl Zeiss Vision Portugal, falou com o OJE, à margem da apresentação de um produto em Portugal, onde referiu que cerca de 80% do negócio nacional resulta das exportações.

Para 2016, as expectativas da empresa, cujo ano fiscal termina em outubro, “são continuar a crescer a dois dígitos”, com base nos investimentos que estão a ser feitos na fábrica, assinalou o responsável ibérico da empresa.

A Carl Zeiss Vision tem, em Portugal, um dos seis laboratórios globais da marca. Esta fábrica será a única a produzir lentes espelhadas a partir de março de 2016, o que é, na opinião de Carlos Ramada, “um reconhecimento da casa-mãe”.

Está a decorrer “um investimento de dois milhões de euros” e estão a discutir-se outros investimentos com a casa-mãe já para 2016, com o objetivo de aumentar a produção em Portugal, o que contribuirá para o aumento das exportações. “O que se está a discutir é expandir as exportações a cerca de 30 países na Ásia e aumentar a quota em França”, assinala o diretor-geral.

A fábrica de Setúbal tem uma produtividade maior que outras infraestruturas da marca e um padrão de qualidade e eficiência acima da média dentro do grupo, defende Carlos Ramada.

O responsável assinala que estes fatores contribuíram para a escolha de Portugal para a produção das novas lentes, apesar de os custos de produção serem mais elevados que noutras geografias do planeta.

A Carl Zeiss Portugal exporta para 30 países, com destaque para França, Itália, França e Alemanha.

A Zeiss Portugal fabrica cerca de 4000 lentes por dia. Essa produção deverá aumentar, a curto prazo, para 10.000 lentes dias. “Há 10 anos, fazíamos 600 lentes por dia”, recorda o diretor-geral, “no próximo ano, poderemos chegar, eventualmente, às 6.000. É um crescimento de 10 vezes em 10 anos”, assinalou.

Globalmente, a Zeiss investe 10% das vendas em Investigação & Desenvolvimento (I&D). O volume de vendas global ascende a quatro mil milhões de euros, o investimento em I&D ronda os 450 milhões. Atualmente, a investigação é realizada na Alemanha e na Austrália. A I&D virá para Portugal, perguntou o OJE. “Para já, ainda não. O foco é continuar a crescer e ajudar as outras entidades comerciais a crescer”.

Por Mafalda Simões Monteiro/OJE

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