Zona euro pode escapar à recessão. Atividade acelera em janeiro

A S&P Global alerta, no entanto, que embora a estabilização da economia aumente a evidência de que a zona euro pode escapar de uma recessão, “a região ainda não está fora de perigo”.

O valor preliminar dos PMIs mostrou um regresso à expansão da atividade global na zona euro, puxada pelo alívio acima do previsto do ritmo de contração industrial e pela expansão na atividade terciária, que estava em contração há cinco meses.  O diretor da S&P Global, citado pela MTrader, alertou que “embora a estabilização da economia aumente a evidência de que a zona euro pode escapar de uma recessão, a região ainda não está fora de perigo”.

O PMI Indústria passou de 47,8 para 48,8 (o que compara com os 48,5 estimados em média pelos analistas), o PMI Serviços subiu de 49,8 para 50,7 (face a uma estimativa de 50,1) e o PMI Composite subiu de 49,3 para 50,2, passando assim inesperadamente para território indicativo de expansão (acima dos 50) pela primeira vez desde junho de 2022, quando se estimava apenas um alívio da contração (49,8).

Assim, atividade comercial da zona do euro aumenta em janeiro, pela primeira vez desde junho. Isso é mostrado pelo índice PMI composto, elaborado pela S&P Global, que na sua leitura inicial de janeiro está em 50,2, ou seja, acima da linha dos 50 que separa o terreno expansivo do terreno da contração da atividade. São, portanto, os melhores dados em sete meses.

“A estabilização da economia da zona do euro no início do ano aumenta os sinais de que a região pode escapar à recessão”, disse Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global Market Intelligence citado pelo “El Economista”.

No que toca ao PMI Serviços e a sustentar a sua melhoria esteve o regresso à expansão da atividade nos serviços da Alemanha (PMI subiu de 49,2 para 50,4 quando as estimativas apontavam para 49,5). Já a indústria alemã terá agravado ligeiramente o ritmo de contração (PMI desceu de 47,1 para 47, quando se esperava 48).

Em França a indústria regressou à expansão (PMI subiu de 49,2 para 50,8 o que compara com a estimativa de 49,5), enquanto os serviços agravaram ligeiramente o ritmo de queda (leitura desceu de 49,5 para 49,2, face a uma estimativa de 49,8).

Destaque ainda para o índice que mede a confiança dos consumidores da zona euro que subiu em janeiro para máximos de fevereiro do ano passado, “numa recuperação acentuada face aos mínimos históricos fixados em meados de 2022 e que reforçam as perspetivas de que a zona euro pode evitar uma recessão este ano”, salienta a BA&N Unit Research.

O outlook para a economia europeia tem melhorado substancialmente neste arranque de ano e vários economistas estão a rever as estimativas. O JP Morgan estima que o PIB do primeiro trimestre cresça 1%, quando antes apontava para uma contração de 0,5%.

Portanto, a conclusão dos especialistas é que a zona do euro pode escapar da recessão que se previa.

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