“A contratação de Sérgio Figueiredo é criticável em vários aspetos”, diz BE (com áudio)

O presidente do grupo parlamentar do BE considera que a contratação demonstra “ausência de qualquer pingo de ética”. “As escolhas públicas não podem estar reféns de redes de amigos ou do pagamentos de favores”.

Mário Cruz/Lusa

O Bloco de Esquerda (BE) criticou, esta terça-feira, a contratação de Sérgio Figueiredo para ser consultor de Fernando Medina, ministro das Finanças, para as políticas públicas.

“A contratação de Sérgio Figueiredo é criticável em vários aspetos. Começa por ser uma desvalorização das competências da administração pública que nunca é chamada para fazer a avaliação das políticas públicas, das carreiras dos trabalhadores do Estado, em que é sempre a proximidade ao Governo que é valorizada e não a idoneidade ou a competência”, considerou o presidente do grupo parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, em declarações ao esquerda.net.

O bloquista aponta que “a crítica maior é a da ausência de qualquer pingo de ética por parte do ministro Fernando Medina: vai pagar agora uma avença a Sérgio Figueiredo, o mesmo que lhe pagou uma avença durante anos quando fazia comentário na TVI”.

“As escolhas públicas não podem estar reféns de redes de amigos ou do pagamentos de favores, o Governo deve explicações ao país e não pode esconder-se atrás da maioria absoluta para não as dar”, frisou Pedro Filipe Soares.

Sérgio Figueiredo vai assessorar o Ministério das Finanças na “auscultação dos stakeholders relevantes na economia portuguesa”. O jornal “Público” também avançou que que o contrato, por ajuste direto, estende-se por dois anos, durante os quais Sérgio Figueiredo terá um ordenado equiparado ao vencimento mensal base dos ministros, ou seja, 4.767 euros.

O gabinete de Medina justificou ainda que escolheu Sérgio Figueiredo, com base na natureza das qualificações especializadas do consultor “inerentes a serviços de natureza intelectual”.

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