Europol trava malware Emotet, mas 16% das empresas nacionais foram afetadas em janeiro

Neste momento, a Europol está com uma acção cujo objectivo é erradicar o Emotet das empresas até 25 de Abril, com uma «desinstalação em massa».

wirestock /Freepik

De acordo com o Índice Global de Ameaças de Janeiro de 2021, o Emotet continua a ser o malware mais identificado em ataques empresariais. Este botnet começou por ser um «trojan bancário» e que, entretanto, evoluiu para um «distribuidor de outros malwares».

Segundo a Check Point, o avanço do Emotet foi contido pela actuação da Europol – a polícia europeia tomou o «controlo da infraestrutura» deste ataque no final de Janeiro, o que fez com que o impacto global desta ameaça tivesse descido: apenas 6% das empresas reportaram ataques com este botnet, a nível global.

De forma geral, a acção da Europol fez descer o número de ataques em catorze pontos percentuais, mas Portugal, o cenário não é tão animador, uma vez que o Emotet afectou «16% das empresas», um valor muito acima dos 6% internacionais.

Neste momento, a Europol está com uma acção cujo objectivo é erradicar o Emotet das empresas até 25 de Abril, com uma «desinstalação em massa».

Além do trojan, as outras ameaças mais registadas a nível global, foram o Phorpiex e Trickbot, que, em Janeiro, afectaram 4% das organizações. O primeiro é um botnet conhecido pode distribuir outras famílias de malware através de campanhas de spam; já  o Trickbot é um trojan bancário, mas que está constantemente a ser actualizado com novas capacidades, funcionalidades e vectores de distribuição, o que faz com que seja usado em campanhas com variados propósitos.

Em Portugal, a equipa de threat intelligence mostra que a realidade é outra, apesar do Emot ser o malware mais persistente. O Dridex, trojan bancário, ocupa o segundo lugar e impactou 10% das empresas nacionais e, em terceiro lugar, está o XMRig, um software malicioso de criptomoeda, com uma taxa de infecção de 7,7%.

PCGuia
Recomendadas

“Há interessados em criar Zonas Livres Tecnológicas para criptomoedas”, diz secretário de Estado da Digitalização

Mário Campolargo, em entrevista ao Jornal Económico, explica os objetivos do Governo em renovar a Estratégia de Blockchain e Web3 e garante que há interesse por parte de vários ‘players’ em testar moedas virtuais nos espaços livres de constrangimentos regulatórios.

Empresas reafirmam investimento contra riscos cibernéticos

A cibersegurança é uma prioridade para as empresas. O reforço do investimento na proteção de contra ataques mantém-se apesar da conjuntura atual marcada pela subida dos custos. 

Equinix cria fundo solidário de 50 milhões para promover a inclusão digital

A empresa de tecnologia norte-americana criou uma nova estrutura de apoio educativo. O conselho de administração da fundação irá, todos os anos, determinar o montante de doações da fundação, de modo a cobrir a concessão de contribuições ou a correspondência com as ofertas dos colaboradores.
Comentários