Administração central perdeu mais de três mil funcionários este ano

Durante a Comissão Parlamentar de Trabalho e Segurança Social, Mário Centeno revelou que a administração pública central perdeu 3.279 postos de trabalho em 2016.

Cristina Bernardo

O ministro das Finanças avançou hoje com os números oficiais sobre a redução de empregados na administração pública central. Mário Centeno não vai, assim, cumprir o corte de dez mil trabalhadores na Função Pública que estava previsto antes de 2017.

A propósito do emprego na administração central, Mário Centeno realçou que, “entre saídas e entradas, reduziu-se em 3.279”, fazendo ainda referência a que a quebra nas aposentações é um dos motivos pelos quais o valor não é superior.

De acordo com o responsável pela pasta das Finanças, está em vigor a regra “dois por um”, ou seja, apenas uma pessoa é admitida por cada duas que saem, conforme as declarações do governante, proferidas esta quarta-feira.

Para Mário Centeno, os setores que requereram mais contratações do que o esperado foram os da Saúde e Educação, de certa forma justificadas pelo regresso, no início de junho, das 35 horas de trabalho na Função Pública.

Em relação à análise de impacto sobre essas 35 horas, os deputados questionaram-se sobre o prazo “ultrapassado” da apresentação da análise: Joana Mortágua, do Bloco de Esquerda explicou que “já vem tarde e é cada vez mais urgente” e o social-democrata Álvaro Batista alertou para os trabalhadores precários cujo número aumentou 9,1% no último ano.

O ministro, que está hoje a ser ouvido na Comissão parlamentar do Trabalho e Segurança Social, afirmou que o relatório sobre a precariedade “está a ser terminado” e poderá ser analisado e debatido na Assembleia da República no próximo ano.

 

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