Alemanha encomenda 40 mil doses de vacina contra a varíola dos macacos

A Alemanha vai encomendar as vacinas por precaução e o ministro da saúde defende que um período de isolamento de pelo menos 21 dias deverá ser suficiente para conter o surto de Monckeypox.

Damir Sagolj / Reuters

A Alemanha encomendou 40 mil doses da vacina Imvanex, fabricada pelo laboratório dinamarquês Bavarian Nordik, para vacinar pessoas infetadas com a varíola dos macacos, para o caso de os surtos se tornarem mais graves.

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde da Alemanha, Karl Lauterbach, numa ocasião onde também defendeu que medidas como um período de isolamento de pelo menos 21 dias recomendado para pessoas infetadas seriam suficientes por enquanto para conter o surto.

“Se as infeções continuarem a espalhar-se, queremos estar preparados para possíveis vacinações que ainda não são recomendadas neste momento, mas podem tornar-se necessárias”, disse Lauterbach, segundo a “Reuters”.

O ministro da saúde alemão acrescentou que o surto de varíola dos macacos “pode ser contido” e não sinaliza “o início de uma nova pandemia”. Segundo Lauterbach a intervenção precoce pode impedir que o patógeno se estabeleça firmemente nas comunidades. Até ao momento foram registados cinco casos na Alemanha, todos em homens.

Também em Espanha já se iniciou o processo de compra de vacinas contra o Monckeypox. A 19 de maio o “El Pais” noticiou que o ministério da saúde espanhol tinha dito que iria encomendar a Imvanex, fabricada pelo laboratório dinamarquês.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) autorizou a vacina em 2013 contra a varíola tradicional, mas é igualmente eficaz contra o Monckeypox.

A varíola dos macacos continua a somar casos e a Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou que detetou mais de 250 infeções confirmadas e suspeitas de varíola. Apesar do aumento de casos a OMS garantiu que a situação é controlável.

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