Altice chega a acordo com a Morgan Stanley para vender 49,9% da fibra ótica em Portugal

A Altice Europe espera encaixar 1,57 mil milhões de euros em 2020 com este negócio. Se forem cumpridos objetivos, o negócio pode atingir os 2.320 milhões de euros. Conforme revelou o JE, o Morgan Stanley também estava na corrida à fibra ótica da Meo.

MEO

A Altice Europe anunciou hoje que vendeu 49,9% da fibra ótica da Meo à Morgan Stanley Infrastructure Partners (MSIP). Com esta operação, a companhia espera encaixar 1,57 mil milhões de euros já em 2020. A operação deverá ficar fechada no primeiro semestre do próximo ano.

Além dos 1,57 mil milhões de euros em 2020, a empresa poderá vir a receber 375 milhões em dezembro de 2021 e 375 milhões de euros em dezembro de 2026, mas estes dois valores estão sujeitos ao atingir de metas de performance. No global, a Altice Europe poderá vir a receber 2.320 milhões de euros.

“Estou muito feliz de que a nossa parceria com a Morgan Stanley Infrastruture Partners, iniciada no contexto da nossa transação das torres portuguesas em 2018 agora continua com um projeto de fibra transformacional”, disse o presidente executivo da Altice, Patrick Drahi, em comunicado.

A MSIP comprou 75% das torres de comunicação da Altice, em conjunto com a Horizon Equity Partners, de António Pires de Lima e Sérgio Monteiro. O negócio ficou fechado em 2018 pelo valor de 660 milhões.

Conforme avançou o Jornal Económico em primeira mão, a Morgan Stanley Infrastructure Partners também estava na corrida à fibra ótica da Meo. As negociações já estavam na fase final. A MSIP contava com concorrentes como os espanhóis da Cellnex em consórcio com o fundo de pensões canadiano Omers Infrastructure, como noticiou o JE.

Esta operação avalia o negócio da fibra ótica, a Altice FTTH, em 4,63 mil milhões de euros. Segundo a Altice Europe, esta é a “primeira vez na Europa que operador de telecomunicações incumbente separa a sua fibra para um veículo dedicado à venda grossista”.

“Criação do único vendedor grossista de fibra ótica na Europa, gerando um grande impulso para o mercado de telecomunicações português e a economia portuguesa”, de acordo com o comunicado.

A Altice Portugal vai cobrir quatro milhões de lares no final de 2019 e “pretende continuar a expandir a sua rede”.

“A Altice Portugal vai vender serviços grossistas a todos os operadores com os mesmos termos financeiros. A Meo vai vender serviços técnicos à Altice Portugal para a construção, a ligação de subscrição e a manutenção da sua rede de fibra”, pode-se ler no comunicado.

O presidente da Altice Portugal já tinha revelado os seus planos para a rede de fibra ótica da Meo: “O que nós queremos é que esta rede seja uma rede aberta, seja uma rede que possa ser utilizada por outros operadores”.

“Também queremos ajudar a competitividade do país e queremos abrir a nossa rede para que os outros possam efetivamente usar de forma transparente a nossa rede. É isso que nós temos em cima da mesa”, disse Alexandre Fonseca em março, citado pela Lusa.

PremiumMorgan Stanley concorre com Cellnex e Omers na compra da rede da Altice

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