António Costa: “Faremos tudo o que for necessário para travar pandemia”

“Devemos protegermo-nos e aos outros. Devemos aplicar o distanciamento, desinfetar as mãos, usar máscaras e fazer autotestes porque esta é a forma de despistar e de dar segurança de que não vamos contaminar familiares”, evidenciou o primeiro-ministro.

Manuel de Almeida/Lusa

O primeiro-ministro evidenciou que o Governo vai fazer de tudo para travar a pandemia e que se for preciso endurecer as medidas não terá medo de o fazer, à semelhança do que aconteceu no início do mês. “A garantia que dou aos portugueses é que faremos tudo o que for necessário para travar pandemia. Se for preciso endurecer as medidas teremos de o fazer”, disse António Costa à saída de uma visita do programa Praça da Alegria, em Gaia.

“Devemos protegermo-nos e aos outros. Devemos aplicar o distanciamento, desinfetar as mãos, usar máscaras e fazer autotestes porque esta é a forma de despistar e de dar segurança de que não vamos contaminar familiares”, evidenciou. O primeiro-ministro evidenciou algumas medidas de antecipação à época festiva, de forma a que não tenha de impedir os portugueses de celebrar como no ano passado.

Costa lembrou que a ministra da Saúde se reuniu com especialistas da área e que para já “não estão previstas medidas a não ser aquelas já instituídas”.

António Costa notou que os portugueses têm de saber o estado em que a pandemia se encontram, para se conseguirem proteger a si próprios e aos outros, de forma a adequarem os seus comportamentos sanitários. “Se evolução continuar a ser esta, teremos de tomar outras medidas”, disse.

Relativamente ao uso obrigatório de máscaras na rua, Costa lembrou que esta situação já é obrigatória quando há aglomerados. Ainda assim, assumiu que tem visto pessoas sozinhas na rua que mantiveram a adoção do material de proteção. De relembrar que a ministra da Saúde, em conferência de imprensa esta manhã, disse não estar prevista a implementação desta obrigatoriedade.

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