António Costa rejeita fusão entre PSP e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras

O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), Magina da Silva, tinha anunciado a ideia após uma reunião com Marcelo Rebelo de Sousa, mas o primeiro-ministro acabou por recusar esta hipótese.

Tiago Petinga/Lusa

António Costa descartou esta terça-feira, 15 de dezembro, a possibilidade de uma fusão entre a Polícia de Segurança Pública (PSP) e os Serviços de Estrangeiros e Fonteiras (SEF).

“Sobre a reforma do sistema policial, esse é um trabalho que será executado. Não estão neste momento decisões finais tomadas. Há uma orientação geral que está definida, que não passa seguramente nem por fusões de polícias, nem por cenários desse tipo”, afirmou o primeiro ministro, numa declaração feita no Palácio de São Bento, em Lisboa.

António Costa salientou que está prevista nas próximas semanas que haja um desenvolvimento do está previsto no programa do Governo, que “prevê uma separação muito clara, entre aquilo que são as funções policiais do policiamento de fronteiras, da dimensão administrativa do relacionamento com os estrangeiros que residem tal como nós em Portugal”.

Recorde-se que na segunda-feira, o diretor nacional da Polícia de Segurança, Magina da Silva, que estava a ser trabalhada uma fusão entre as duas entidades. A ideia foi transmitida depois de uma reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

“O que tem sido anunciado e tem sido trabalhado com o Ministério da Administração Interna passará não pela absorção, mas pela fusão entre a PSP e o SEF”, afirmou Magina da Silva, que disse ter “proposto, de forma muito direta”, e que abordou o assunto “com o senhor Presidente”, que a PSP seja extinta e o SEF extinto.

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