Apenas 18,5% das empresas em Portugal pagam a fornecedores dentro do prazo

Em Espanha, o principal parceiro comercial de Portugal, 44,4% das empresas cumprem estes prazos.

Durante o ano de 2022, apenas 18,5% das empresas em Portugal pagam dentro dos prazos acordados com os fornecedores, colocando o país numa das piores posições ao nível internacional neste indicador, segundo um estudo da Informa D&B.

Por outro lado, este número aumentou ligeiramente face ao final do ano anterior, altura em que apenas 17,3% das empresas pagavam os seus fornecedores dentro dos prazos estipulados.

Mais ainda, o número médio de dias de atraso tem vindo a diminuir desde dezembro de 2020, altura em que este valor era de 27,3 dias. Atualmente situa-se nos 23,2 dias. Dois terços das empresas (67%) pagam com um atraso de até 30 dias.

Segundo os números de agosto de 2022, setores com mais empresas a registar atrasos são o Alojamento, Restauração e Transportes, com apenas 11,7% e 10,6% das empresas a pagar dentro do prazo, respetivamente. É importante referir, contudo, que estes setores foram dos mais atingidos pela pandemia por Covid-19 em 2020. Por outro lado, desde dezembro desse ano até ao presente foram também os que mais recuperaram dias de atraso.

No sentido inverso, Tecnologias de Informação e Comunicação, Retalho, Grossistas, Atividades Imobiliárias e Construção são os setores com maior percentagem de empresas a pagar dentro dos prazos, todos eles acima dos 20%.

Recuando novamente para o final de 2021, entre os países monitorizados pela Informa D&B apenas a Roménia tem menos empresas a cumprir prazos de pagamento que Portugal, com 14,4%.

Já a Dinamarca teve 90,2% de empresas a cumprir, a Rússia teve 77,2% e Eslováquia teve 76,4%, sendo estes os três países com maior percentagem de empresas a pagar dentro dos prazos acordados com os fornecedores. Em Espanha, o principal parceiro comercial de Portugal, 44,4% das empresas cumprem estes prazos.

Olhando para a globalidade de empresas na União Europeia (UE), verifica-se que 44,7% destas cumprem com os prazos.

O inquérito da Informa D&B – que também avalia a probabilidade de uma empresa atrasar pagamentos em mais 90 dias nos próximos 12 meses (Risco de Delinquency) e a Resiliência Financeira – apurou ainda que 13% de empresas têm sérios riscos de atrasos significativos nos pagamentos em Portugal. O resultado resulta da soma de 3% de empresas com Risco Delinquency elevado e 10% com um nível de Resiliência Financeira reduzido ou mínimo.

Recomendadas

Black Friday faz volume de pagamentos com Ifthenpay aumentar 18% em novembro

A Ifthenpay, empresa portuguesa especializada e líder de mercado em pagamentos digitais para empresas, anunciou que registou um crescimento de mais 18% ao longo do mês de novembro na movimentação financeira através dos seus pagamentos digitais (+95,5 milhões de euros), e por comparação com período homólogo do ano anterior.

BPI distribui presentes de Natal a crianças no país

A edição de 2022 deverá mobilizar milhares de pessoas – entre trabalhadores sociais, voluntários, colaboradores e clientes do banco – para realizar os desejos de crianças apoiadas por instituições sociais que lutam contra a pobreza infantil em todo o país.

Exigir participação de mulheres em conferências é o novo grito pela igualdade

O BNP Paribas Portugal assumiu o compromisso de garantir 40% de mulheres no Comité Executivo do Banco e no G100 até 2025 e de não participar em conferências em cujos painéis não estejam mulheres. Acordo com movimento francês Jamais Sans Elles foi oficializado no dia 10 de novembro.
Comentários