Artesãos fazem balanço positivo da “Aldeia Natal” no Funchal

Neste evento, organizado pela Câmara Municipal do Funchal e destinado às crianças, estão no espaço oito artesãos a divulgar os seus trabalhos alusivos às crianças e, naturalmente, à época natalícia. Desde o crochet até à madeira, ao filtro e à esferovite, estes artistas utilizam uma panóplia de materiais e designs que não passaram despercebidos pelas famílias que têm passado pelo evento.

Apesar das circunstâncias atípicas causadas pela pandemia, e as medidas de contingência em vigor anunciadas pelo Governo Regional, os artesãos presentes na edição deste ano da “Aldeia Natal”, a decorrer na Praça Municipal do Funchal, mostram-se satisfeitos face ao movimento registado no início do evento e mantêm o otimismo para os próximos dias.

Neste evento, organizado pela Câmara Municipal do Funchal e destinado às crianças, estão no espaço oito artesãos a divulgar os seus trabalhos alusivos às crianças e, naturalmente, à época natalícia. Desde o crochet até à madeira, ao filtro e à esferovite, estes artistas utilizam uma panóplia de materiais e designs que não passaram despercebidos pelas famílias que têm passado pelo evento.

“Os primeiros dois dias tiveram muita afluência”, aponta Célia Nóbrega ao Jornal Económico. A artesã expõe objetos alusivos ao natal, nomeadamente enfeites de natal e pregadeiras, mas também fantoches alusivos a contos de fadas, para os mais novos. A artista cria também fantoches a partir de fotos de clientes, ou dos seus animais de estimação, algo que diz ter “muita adesão”.

Lénia Cabral é outra artesã que utiliza o crochet e os materiais da cerâmica e borracha na conceção de presépios, árvores de natal e brinquedos para as crianças. A comerciante Teresa Cabral apresenta igualmente artigos em crochet, nomeadamente bijuteria, mas também em esferovite, na criação de artigos de natal como bolas e presépios, utilizando nestes últimos pérolas e rolhas de cortiça. Também feitos em crochet, encontramos os produtos de Rita Teixeira, que vão desde as decorações de natal, aos porta-moedas com desenhos de animais e as bonecas, destinados às crianças.

Guarete Figueira apresenta as suas peças alusivas ao natal, feitas com uma massa de ir ao forno modelada à mão denominada “fimo” e os objetos variam entre presépios, anjos e pais natal. Por sua vez, Sara Nóbrega expõe os gnomos e as renas de natal em peluche, utilizando materiais como o filtro, a serapilheira e a espuma vinílica acetinada (mais conhecida por EVA). Sílvia dos Santos recorre à arte de trabalhar em papel para encadernação, expondo cadernos pintados à mão ou forrados em tecido e cortiça. Na tanoaria temos Emanuel Nóbrega, de Machico, que traz brinquedos feitos em madeira.

Tendo em conta que no recinto é necessário a apresentação à entrada de teste antigénico negativo, bem como do certificado de vacinação, os comerciantes não deixam de apontar para as dificuldades de tal exigência nos seus negócios. “As pessoas desleixam-se de fazer os testes porque não estão a pedir nos restaurantes”, acredita Lénia Cabral, daí por vezes algumas pessoas serem barradas à entrada. No entanto, os comerciantes não deixam de valorizar a importância destas medidas, tendo em conta que este evento destina-se às crianças, que contactam com os mais idosos. As circunstâncias atuais “prejudicam o comércio, mas beneficiam a saúde”, remata a artesã Rita Teixeira.

No evento estão também ao dispor atividades lúdico-pedagógicas, desde a expressão plástica, às pinturas faciais, a atividades de teor mais físico, como os jogos tradicionais, o bowling, o arco e flecha e o mini-golfe. A “Aldeia Natal” estará na Praça Municipal do Funchal até ao dia 7 de janeiro.

 

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