Associação de Capital de Risco elogia programa “Consolidar” por ser de capital e não de dívida

Luís Santos Carvalho, presidente da APCRI, elogia o facto de “neste programa não haver dívida, nem garantias: é tudo capital para investir em empresas”. O Programa “Consolidar” mobiliza 752 milhões para fomentar a consolidação de PME.

A Associação Portuguesa de Capital de Risco – APCRI acredita que o anúncio do Programa Consolidar feito ontem pelo Banco Português de Fomento (BPF) “ficará como um marco histórico no processo da recuperação das empresas portuguesas da crise da Covid-19 e de apoio à crise inflacionária que a guerra na Ucrânia acentuou”, refere a associação.

Segundo Luís Santos Carvalho, presidente da APCRI, “neste programa não há dívida, nem garantias: é tudo capital para investir em empresas!”.

De acordo com o presidente da APCRI, as sociedades de capital de risco que mobilizaram investimento privado para este programa do Banco de Fomento “estão preparadas para, agora, aplicarem o seu método de sucesso na melhoria e na restruturação dos modelos de negócios das empresas com potencial em que vão investir”.

“Com o capital das nossas sociedades, dos nossos investidores e com o capital do PRR, os fundos de capital de risco irão investir em empresas dotando-as de solidez financeira, profissionalizando as equipas de gestão e fomentando a produtividade e a eficiência com um foco na exportação e na inovação”, defende.

“O capital privado só é realmente remunerado quando é eficaz no seu trabalho. Essa eficácia irá beneficiar os investidores privados, mas igualmente o Estado, pois este também participará dessa mesma rentabilidade para além do valor gerado pela criação de emprego qualificado e das contribuições e impostos adicionais. É natural que este alinhamento de interesses público e privado faça regressar às finanças públicas o dinheiro europeu que está a ser aplicado no Programa Consolidar”, refere o presidente da associação.

O BPF anunciou na quinta-feira que foram selecionadas 14 candidaturas entre as 33 apresentadas no âmbito do programa Consolidar, com um investimento do Fundo de Capitalização e Resiliência de 500 milhões de euros.

Aos 500 milhões de euros, soma-se um investimento privado de, pelo menos, 30%, por isso, a dotação final equivale a um mínimo de 752 milhões de euros.

De acordo com os dados avançados esta sexta-feira, as candidaturas aprovadas são da ActiveCap, Core Capital, Crest Capital Partners, Draycott, ECS Capital, Fortitude Capital, Grosvenor, Growth Partners, HCapital Partners, Horizon Equity Partners, Inter-Risco, Oxy Capital, Portugal Ventures e Touro Capital Partners.

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