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Sílvia Vasconcelos, Médica Veterinária, MSc e PhD Ciências Veterinárias
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“Não deixar ninguém para trás”

No nosso país, felizmente, têm sido vários os planos e projetos, e ao nível multidisciplinar, que se têm empenhado de forma integrada para este combate, definindo mecanismos que incluem não só a prevenção e redução do desperdício alimentar, mas também a sua monitorização.

Violência de género

Não é demais insistir: a educação, a escola, é primordial para se esbater estereótipos de género, para se combater preconceitos de género que tendem a incentivar e até a “validar” a violência de género e a violência doméstica que são, inegavelmente, um problema social, de educação e também de saúde pública. E já é tempo de se aprofundarem as medidas de criminalização e punição dos agressores!

“Vamos brincar à caridadezinha”

O pacote de ajudas anunciado mais parece um penso rápido aplicado a uma ferida que de superficial não tem nada, pois além de pontual não compensa o poder de compra que as classes médias e baixas já perderam, só neste ano, pelo contrário, se a política de rendimentos actual continuar (baixos salários e pensões, empregos precários e a par de uma elevada carga fiscal…), a perda será ainda maior no próximo ano.

Quanto ganharia o planeta com uma só saúde?

Este conceito, o de uma só saúde, definido de forma simplificada seria traduzido por colocar no “mesmo saco” animais humanos e animais não humanos, com todos os benefícios que advêm- e são muitos! – da interação de saberes diferenciados mas articulados entre médicos humanos e médicos veterinários, pois há uma ligação intrínseca entre seres humanos, animais e ecossistemas, aliás necessária para otimizar a eficácia da saúde única.

Perda de poder de compra e parco investimento na Administração Pública

Por tal, os propalados aumentos não se refletirão em melhor qualidade de vida destes funcionários, mesmo os “beneficiados”, pelo contrário a escalada dos preços no nosso tem degradado as condições de vida dos portugueses, sobretudo dos trabalhadores e pensionistas, incorrendo-se no risco de agravamento da pobreza em Portugal e mesmo de uma crise alimentar – importamos mais de 70% do milho e 90% de trigo, cujos preços têm sido exponenciados com a mais recente guerra Rússia-Ucrânia, principais exportadores de cereais.

A precariedade dos profissionais e saúde do SNS

Mas no que respeita à perda do poder de compra entre 2011 e 2022 dos profissionais de saúde (e já deduzindo o valor dos 8% da inflação), esta é transversal a todos: 18% para os médicos; 8,4 % para os médicos; 10% para os técnicos de diagnóstico e terapêutica e 13,8% para os técnicos superiores.
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