Banco Popular Portugal deixa de existir e é integrado no Santander Totta

Banco Popular Portugal já foi integrado por completo no Santander Totta.

O Banco Popular Portugal deixa de existir com a conclusão do processo de venda e respetiva integração no Santander Totta, de acordo com comunicação revelada hoje à CMVM.

“Tendo sido obtidas as autorizações necessárias, foi concluído na presente data o processo de aquisição e de fusão simplificada por incorporação do Banco Popular Portugal, no Banco Santander Totta. Com a concretização da fusão, o Banco Popular Portugal deixa de existir enquanto entidade jurídica, sendo todos os seus direitos e obrigações transferidos para o Banco Santander Totta”, pode ler-se na informação transmitida pelo Santander à CMVM.

O banco informa igualmente o mercado que no âmbito da estratégia de concentração no Santander Totta da atividade do grupo Santander em Portugal foram também concretizadas as seguintes operações:  compra do controlo da Primestar Servicing SA, sociedade que, até ao momento, geria a área de recuperações de créditos e de ativos imobiliários do Banco Popular Portugal; e aquisição das atividades informáticas que as sociedades Ingenieria de Software Bancário (sucursal em Portugal) e Produban – Servicios Informaticos Generales (sucursal em Portugal), desenvolviam em Portugal para o Banco Santander Totta.

Ainda de acordo com o documento, para os primeiros dias de Janeiro perspetiva-se também a aquisição pela Santander Totta SGPS do capital da Eurovida SA e a tomada de controlo indireto da Popular Seguros SA, tendo já para o efeito recebido as necessárias autorizações da ASF – Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundo de Pensões.

“A integração do Popular Portugal é uma grande oportunidade, porque queremos continuar a crescer de forma eficiente e sustentável. Juntos somos mais fortes. A partir de hoje, tornamo-nos no maior banco privado português em termos de ativos e crédito no mercado doméstico, o que vem reforçar a nossa missão de apoiar as famílias e as empresas rumo ao crescimento”, sublinha António Vieira Monteiro, presidente executivo do Banco Santander Totta.

Aumento de capital de sete milhões de euros

Em 6 de junho, o Banco Central Europeu (BCE) decretou que o grupo espanhol Banco Popular não era viável e determinou a sua resolução.

O espanhol Santander acordou então comprar o Popular pelo preço simbólico de um euro.

Para permitir a compra, o Conselho de Administração do Banco Santander fez um aumento de capital de sete mil milhões de euros, para garantir o capital e as provisões necessários para que o Banco Popular possa operar com normalidade.

A operação teve impacto em Portugal, onde o Banco Popular tinha o Banco Popular Portugal.

Inicialmente, o Santander adquiriu também o Banco Popular Portugal, mas deu a indicação de que este seria vendido e integrado no Santander Totta, incluindo os seus 1.000 trabalhadores, numa operação interna.

Desde então, esperavam-se a autorização dos reguladores e supervisores, como o BCE, para que o negócio fosse feito, o que aconteceu hoje.

Não foi divulgado o valor a que o Santander vendeu ao Santander Totta o Banco Popular Portugal.

O Santander Totta teve lucros de 331,9 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 13% face ao mesmo período do ano passado.

Estes resultados não incluíram ainda o Banco Popular Portugal, que nesse período ainda pertencia ao espanhol Santander.

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O compromisso negociado permitirá o acesso dos empregados de 55 anos ou mais a uma pré-reforma com 80% do salário, no caso de trabalharem para o grupo há mais de 15 anos. Caso isso não aconteça, o trabalhador pré-reformado receberá uma indemnização paga de uma só vez e um prémio de 2.000 euros por cada triénio como empregado.

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O outlook (perspetiva) passou de positivo para estável tendo em consideração a aquisição do Banco Popular Portugal, revelou o banco liderado por António Vieira Monteiro em comunicado.
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