BCP quer alcançar rentabilidade de dois dígitos até 2024

O plano estratégico do BCP aponta para uma rentabilidade dos capitais próprios de 10% até 2024. No final do primeiro trimestre, situava-se nos 8,2%.

Cristina Bernardo

O BCP quer alcançar uma rentabilidade de dois dígitos até 2024. Este é um dos objetivos do plano estratégico do banco liderado por Miguel Maya, que aponta também para uma redução do crédito malparado, ao mesmo tempo que mantém uma gestão rigorosa do capital.

“Não estamos onde temos de estar” na rentabilidade (return on equity ou ROE) do banco, começou por dizer por Miguel Maya, CEO do BCP, na apresentação dos resultados para o primeiro trimestre do ano, quando alcançou lucros de 112 milhões de euros. “Mas estamos a fazer um caminho positivo nesse sentido”, acrescentou.

O banco alcançou um ROE de 8,2% no primeiro trimestre do ano, em comparação com 4% no mesmo período do ano anterior e dos 2,4% no final de 2021. O plano estratégico aponta para um rácio de rentabilidade de 10% até 2024.

Quanto ao rácio de capital CET1, que se situava nos 11,5% no final do primeiro trimestre, o objetivo é que fique acima dos 12,5%. É preciso que haja uma “gestão muito rigorosa do capital do banco”, disse Miguel Maya, relembrando que a proposta de dividendos que foi apresentada na assembleia geral de acionistas “foi muito contida porque estamos a fazer uma gestão muito rigorosa do capital do banco”.

Por outro lado, o BCP vai continuar o trabalho de redução do crédito malparado. “O rácio de NPE (Non Performing Exposure) está a evoluir a bom ritmo”, referiu o presidente executivo da instituição financeira, situando-se nos 4,6% nos primeiros três meses. Uma percentagem que deverá ficar abaixo dos 4% até 2024, de acordo com o plano estratégico.

“Temos um contexto bastante desafiante pela frente”, mas temos “muita confiança nas equipas no banco” e de que “vamos continuar a procurar responder à confiança que nos é depositada pelos clientes”, rematou Miguel Maya.

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