Brasil vai abandonar acordo de imigração das Nações Unidas

O acordo, que aborda questões como proteger os migrantes, integrá-los e enviá-los para casa, tem sido criticado por políticos europeus de direita que dizem que isso pode aumentar a imigração. “O governo Bolsonaro se desassociará do Pacto Global pela Migração”, anunciou o Ministro dos Negócios Estrangeiros, no Twitter.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil anunciou esta terça feira, 11 de novembro, a saída do país das políticas de imigração das Nações Unidas.

Ernesto Araújo – que tomará posse em janeiro sob o comando do presidente eleito de direita Jair Bolsonaro – disse que o acordo internacional é “um instrumento inadequado” para lidar com a questão e que as nações devem estabelecer as suas próprias políticas.

“O Governo Bolsonaro se desassociará do Pacto Global pela Migração”, anunciou Ernesto Araújo na sua conta de Twitter.

“A imigração não deve ser tratada como uma questão global, mas sim de acordo com a realidade de cada país”. Ernesto Araújo prometeu, no entanto, que o Brasil continuará a receber refugiados da vizinha Venezuela, mas que “o ponto fundamental é restaurar a democracia” daquele país.

Dez países, a maioria na antiga Europa oriental comunista, anunciaram que vão sair do pacto de imigração da Organização das Nações Unidas (ONU).

Com um recorde de 21,3 milhões de refugiados em todo o mundo, as Nações Unidas começaram a trabalhar no acordo não vinculativo depois de mais de um milhão de pessoas terem chegado à Europa em 2015 – muitas fugiram da guerra civil na Síria e da pobreza em África.

O acordo, que aborda questões como proteger os imigrantes, integrá-los e enviá-los para casa, tem sido criticado por políticos europeus de direita que dizem que isso pode aumentar a imigração. Todos os 193 membros da ONU, exceto os Estados Unidos, concordaram com a redação em julho, mas apenas 164 – incluindo representantes da atual administração do Brasil – ratificaram formalmente a cerimónia em Marrakesh, na segunda-feira.

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