Brexit: Von der Leyen afirma que há “um caminho para o acordo” embora seja “estreito”

A presidente da Comissão Europeia explicou que um dos principais obstáculos da negociação – o mecanismo de governança do acordo, seja garantir que “Londres não se desvia do que foi acordado”.

A incerteza quanto às negociações entre a União Europeia (UE) e o Reino Unido está a marcar a reta final de 2020. Os britânicos lidam, à semelhança de outros países, com as complicações económicas geradas pela pandemia de Covid-19, ao mesmo tempo que tentam encontrar um acordo proveitoso para o Brexit que ajude a acelerar a recuperação em 2021.

Uma vez que termine o período de transição após o Brexit, o Reino Unido terá de lidar com tarifas e novas barreiras burocráticas aos transportes e outros setores que, segundo o “El Economista”, causarão enormes prejuízos económicos, a menos que Londres e Bruxelas cheguem a um acordo a tempo ratificação parlamentar.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, indicou esta quarta-feira, dia 16 de dezembro, no plenário do Parlamento Europeu que “há um caminho para o acordo” embora “estreito”. Von der Leyen explicou que um dos principais obstáculos da negociação – o mecanismo de governança do acordo, seja garantir que “Londres não se desvia do que foi acordado”.

Os entraves que colocam para garantir o acordo entre as duas partes, prendem-se com o paralelismo regulatório em questões como o meio ambiente ou a legislação dos trabalhadores, bem como o acesso às águas de pesca britânicas.

A futura relação com o Reino Unido após a sua saída da UE em fevereiro passado foi um dos temas abordados pelo Eurogrupo, que realizou a sua última videoconferência do ano. Os ministros das finanças deixaram uma mensagem para o próximo ano onde sublinham que “os Estados-Membros devem continuar a fornecer apoio fiscal temporário, pontual e bem direcionado, ao mesmo tempo que salvaguardam a sustentabilidade fiscal no médio prazo”.

O comissário para os assuntos económicos, Paolo Gentiloni, disse que a vacina “aumentou as expectativas de uma recuperação mais rápida”. No entanto, acrescentou que “ainda temos um inverno difícil pela frente”, e as novas restrições que vários países europeus estão a adotar vão diminuir a procura no curto prazo. Por isso, a recuperação que aparece no quarto trimestre nos indicadores antecedentes, ainda é vista com grande incerteza. E, neste contexto, sustentar o estímulo e empreender reformas que estimulem o crescimento em 2021 será uma prioridade.

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