Canadá rejeita incluir Rússia em reunião do G7

O primeiro-ministro do Canadá rejeitou hoje a possibilidade de reintegrar a Rússia no G7, discordando assim com o Presidente dos Estados Unidos que manifestou vontade de convidar Moscovo para a próxima reunião dos países mais ricos do mundo.

Justin Trudeau

Justin Trudeau frisou que a Rússia foi excluída deste grupo depois de ter anexado, em 2014, a península ucraniana da Crimeia.

“O seu desrespeito contínuo e ostensivo das regras e normas internacionais é o motivo pelo qual permanece fora do G7 e pelo qual continuará de fora”, afirmou Trudeau.

No sábado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, que detém atualmente a presidência rotativa do grupo, anunciou que ia adiar para o outono a cimeira do G7 que planeava organizar presencialmente este mês na Casa Branca, em Washington, apesar da crise sanitária do novo coronavírus.

Sem avançar uma nova data concreta, o chefe de Estado norte-americano também afirmou no sábado que tencionava convidar outros países para a reunião, em particular a Rússia, Austrália, Coreia do Sul e a Índia, por acreditar que o atual formato do grupo (Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos) já está “ultrapassado” e “não representa corretamente o que está a acontecer no mundo”.

Não é a primeira vez que Trump se refere à reintegração da Rússia no grupo, possibilidade que conta com a oposição de alguns membros do G7.

A Rússia começou a ser incluída nos encontros dos países mais industrializados do mundo (então G8) em 1997, mas seria suspensa em 2014 após o envolvimento no conflito no leste da Ucrânia e da anexação da Crimeia.

Em reação às intenções de Trump, o Kremlin (Presidência russa) admitiu hoje ter ficado intrigado.

“Não sabemos os detalhes da proposta ou sequer se é uma proposta oficial”, reagiu o porta-voz da Presidência russa em declarações à imprensa.

Vladimir “Putin é a favor do diálogo sobre todos os assuntos, mas, para reagir a esta iniciativa, é necessário ter mais informação”, referiu o mesmo porta-voz, acrescentando que a Rússia espera saber, em particular, “qual é a agenda da reunião, o que está planeado e quem participará”.

Mais tarde, o Kremlin voltou a referir-se à intenção norte-americana de incluir a Rússia nas cimeiras, anunciando um contacto telefónico entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin.

No decurso do contacto telefónico, que segundo o comunicado do Kremlin, ocorreu “por iniciativa americana”, Trump “informou” Putin do seu projeto de convidar a Rússia e outros países para a próxima reunião do G7, adiada para data ainda não definida devido à pandemia do coronavírus.

O Kremlin referiu-se a uma conversa “construtiva” e “substancial”.

Recomendadas

ONU em São Tomé elogia autoridades após ataque a quartel e pede que país seja “bom aluno”

Em entrevista à Lusa, Eric Overvest declarou que o escritório da ONU em São Tomé e Príncipe acompanhou, ao longo do dia, os acontecimentos, junto das autoridades, na sequência do assalto, por quatro homens, ao quartel militar, que o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, classificou como “tentativa de golpe de Estado”.

PremiumJoe Biden arrisca teto para o preço do petróleo russo

A decisão não conseguiu consenso na União Europeia. Moscovo adverte que pode ser o primeiro passo para uma crise petrolífera sem precedentes. Com a Ucrânia às escuras e com frio, o Kremlin acha que a NATO já está a combater a Rússia.

Ex-ministro das Finanças do Luxemburgo vai liderar fundo de resgate da zona euro

Num comunicado hoje divulgado, o fundo de resgate do euro indica que “o Conselho de Governadores do Mecanismo Europeu de Estabilidade, que junta os 19 ministros das Finanças da moeda única, nomeou hoje o ex-ministro das finanças luxemburguês Pierre Gramegna para o cargo de diretor-executivo”, que ocupa a partir de 1 de dezembro.
Comentários