Cenários alternativos do BCE prevêem recessão da zona euro entre 5,9% e 12,6% em 2020

No cenário moderado, as projeções apontam para uma recessão de 5,9% em 2020 e uma recuperação de 6,8% e de 2,2% em 2021 e 2022, respectivamente. No cenário severo, o PIB da zona euro contrai 12,6% este ano, recuperando 3,3% em 2020 e 3,8% no ano seguinte.

Reuters

O Eurosistema divulgou, esta quinta-feira, duas projeções alternativas sobre o produto interno bruto (PIB) da zona euro, que correspondem a dois cenários  — o cenário moderado e o cenário severo — que prevêem uma contração da economia dos 19 Estados que integram o euro em 2020, seguida de uma recuperação nos dois anos seguintes.

No cenário moderado, as projeções apontam para uma recessão de 5,9% em 2020 e uma recuperação de 6,8% e de 2,2% em 2021 e 2022, respectivamente. No cenário severo, o PIB da zona euro contrai 12,6% este ano, recuperando 3,3% em 2020 e 3,8% no ano seguinte.

“O cenário moderado assume a contenção com êxito do vírus, enquanto o cenário severo pressupõe um mais longo ressurgimento das infeções e da extensão das medidas de confinamento até meados de 2021. No cenário moderado, depois das medidas de confinamento seguir-se-á uma gradual reabertura das economias”, lê-se na publicação do Banco Central Europeu (BCE).

No cenário moderado, o Eurosistema não assume uma segunda vaga do coronavírus e “respostas económicas com muito sucesso”. Já no cenário severo, o Eurosistema pressupõe que as medidas de confinamento terão um impacto mais negativo na atividade económica, sem que tenham sucesso na contenção do vírus.

À luz do cenário moderado, o Eurosistema prevê uma queda menor da atividade económica no segundo trimestre (-10%) e uma forte recuperação no terceiro trimestre (10%), quando comparado com o cenário severo, que projeta uma queda do PIB de 16% no segundo trimestre e uma recuperação de 5% no terceiro trimestre.

Em ambos os cenários, as projeções apontam para uma recuperação do PIB de 3% no último trimestre do ano.

O Eurosistema projeta ainda uma recuperação do mercado de trabalho da zona euro no cenário moderado. No entanto, quer no cenário moderado, quer no cenário severo, “o emprego não vai recuperar totalmente até aos níveis que se verificavam em março de 2020”.

Christine Lagarde, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), revelou esta quinta-feira que seriam divulgados dois cenários alternativos ao cenário base que já tinha sido anunciado ao início desta tarde.

Na conferência de imprensa sobre o anúncio do reforço em 600 mil milhões de euros ao programa de emergência, a presidente da instituição disse que, no cenário base, as projeções económicas do BCE antecipam uma contração do PIB da zona euro de 8,7%% em 2020, seguida de uma recuperação de 5,2% em 2021 e 3,2% no ano seguinte.

O Conselho dos Governadores do BCE acrescentou 600 mil milhões de euros ao Pandemic Emergency Purchase Programme (PEPP), o programa de compra de ativos que lançou em março para ajudar a economia e os mercados a enfrentarem os riscos que a pandemia de Covid-19 trouxe para a economia da zona euro.

A medida, anunciada depois da reunião do Conselho de Governadores, aumenta o valor total do programa para 1,35 biliões de euros. A maioria dos analistas esperavam a decisão, mas apontavam para um aumento de 500 mil milhões.

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A medida, anunciada depois da reunião do Conselho de Governadores, superou as expectativas aumenta o valor total do programa para 1,35 biliões de euros. O banco central liderado por Christine Lagarde decidiu ainda prolongar o prazo do programa para até junho de 2021, face à data anterior do final deste ano.

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Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE) revelou esta quinta-feira, em conferência de imprensa, que no cenário base o PIB da zona euro deve contrair 8,7% em 2020, seguindo-se uma recuperação de 5,2% em 2021 e de 3,3% no ano seguinte.

BCE já gastou 31% do programa de emergência, incluindo 4.150 milhões em obrigações portuguesas

O banco central da zona euro implementou um arranque rápido no programa lançado em março para responder aos riscos sérios apresentados pela pandemia. Após ter utilizado já quase um terço dos 750 mil milhões que pôs em cima da mesa, a expectativa é que Christine Largade acrescente 500 mil milhões ao programa na reunião desta quinta-feira.
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