Chega quer alargar apoio de 125 euros a titulares de rendimentos e prestações sociais

O partido diz que esta é uma medida “cujos custos podem e devem ser acomodados pelas receitas extraordinárias que o Governo vem beneficiando”.

O Chega deu entrada de um projeto-lei no sentido de prorrogar a medida extraordinária de apoio de 125 euros a titulares de rendimentos e prestações sociais por um período de seis meses.

Na proposta, o partido aponta que “sendo previsível que a tendência inflacionária se manterá acima dos 5% no primeiro trimestre de 2023, o partido Chega vem propor a prorrogação da medida extraordinária de prestação de um apoio de 125 euros a titulares de rendimentos e prestações sociais, por um período adicional de seis meses, com a possibilidade de prorrogação”.

“Medida cujos custos podem e devem ser acomodados pelas receitas extraordinárias que o Governo vem beneficiando, precisamente, por via da inflação que afirma querer debelar”, sublinha o Chega.

A 5 de setembro, Costa, entre outras medidas, anunciou um “pagamento extraordinário de 125 euros a cada cidadão não pensionista com rendimento até 2700 euros mensais”, e o pagamento extraordinário de 50 euros por cada descendente, ou seja, “um casal com 2 filhos a cargo receberá em outubro um pagamento extraordinário de 350 euros”.

António Costa explicou que o apoio extra de 125 euros será feito de forma única e por cada contribuinte e acrescentou que  “o pagamento será feito como no reembolso do IRS. Para a conta bancária indicada junto da Autoridade Tributária”.

Costa também referiu que está é “uma medida única que responde ao aumento dos preços” dos bens essenciais, acrescentando ser “importante repor o poder de compra das famílias”.

Em reação às medidas, a partir do Parlamento, André Ventura considerou o programa é “uma fraude”, feita por “um governo completamente desorientado”. Por sua vez, o vice-presidente do PSD António Leitão Amaro afirmou que “as medidas vêm tarde, muito tarde”. Na IL, o presidente do grupo parlamentar, Rodrigo Saraiva frisou que aquilo que se conclui das medidas, é que “a montanha pariu um rato”. À esquerda, o presidente do grupo parlamentar do BE referiu que o pacote era “curto, tardio e com ratoeiras”, no PCP o deputado Bruno Dias classificou as medidas como “curtas e parciais”.

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