Como ganhar uma fatia dos 430 mil milhões de dólares que turistas chineses, indianos e sul-coreanos vão gastar?

Em análise, está a importância de atrair turistas de qualidade para promover um turismo de compras que seja um motor de crescimento económico e social de forma transversal.

A segunda edição da Shopping Tourism & Economy Summit Lisboa, dedicada ao tema “Chaves para um Turismo Sustentável em Portugal. O Ecossistema do Turismo de Qualidade e de Compras orientado para as pessoas”, está decorrer esta terça-feira, dia 10, no Pestana Palace Hotel, em Lisboa, reunindo um conjunto variado de players do setor.

Os desafios lançados para o debate, como frisou o presidente do comité organizador, Miguel Júdice, apontam para a necessidade de se repensar os vetores estratégicos do turismo em Portugal, analisando a transformação do mercado de turismo à escala global e a alteração do atual modelo turístico, com especial enfoque na importância do turismo proveniente de países de longa distância, sobretudo os EUA, a China, o Brasil e outros países da Ásia.

“Previsões apontam para que, em 2020, mais de 280 milhões de turistas chineses, indianos e sul coreanos irão gastar cerca de 430 mil milhões de dólares”, reforçou Miguel Júdice, acrescentando ainda que, dos referidos países de longa distância, os estudos revelam que o valor médio gasto nas suas viagens a Portugal é muito superior ao do turismo tradicional. “As previsões referem que, em 2020, mais de 200 milhões de turistas chineses, 50 milhões de indianos e 29 milhões de sul coreanos viajarão para o estrangeiro, gastando um valor próximo dos 430 mil milhões de dólares. Os últimos dados apontam para um crescimento de 36% em gastos de turistas extracomunitários. E fundamental definir a estratégia que Portugal deverá seguir para captar uma percentagem destes importantes turistas”, conclui.

Para o empresário, a chave do sucesso da estratégia a adotar é uma “visão transversal, colaborativa entre todas partes, o público e o privado, de forma a construir um fórum de intercâmbio com contributos de todos, em prol de um Turismo de alta qualidade, sustentável, de forma a ser possível explorar, mais e melhor, este segmento das compras, que deverá ser assumido como um vetor fundamental na estratégia nacional para o setor do Turismo”, concluiu.

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