Como o tema da convergência está a remodelar o M&A no setor de TMT

O setor de TMT em Portugal, mais concretamente na área das telecomunicações, tem apresentado, nos últimos anos, sinais de elevada maturidade, com previsões de crescimento longe de serem otimistas para os próximos anos, agravado por elevadas taxas de penetração já alcançadas e um elevado número de usuários com planos pré-pagos e baixos níveis de despesa discricionária.

Não obstante, o desejo de integração vertical da oferta e a necessidade de constante inovação tecnológica são fatores que têm promovido a manutenção de um ritmo acelerado na atividade de M&A.

Praticamente todos os dias surgem novidades tecnológicas com potencial disruptivo para despoletar mudanças significativas nos hábitos e preferências dos consumidores ou provocar rutura dos modelos de negócios e ambiente concorrencial. Estas mudanças colocaram na ordem do dia o tema da convergência, como uma solução estratégica para ganhar (ou proteger) vantagens competitivas.

É neste contexto que se tem assistido a um grande apetite dos maiores players do setor por pequenos negócios relacionados com tecnologia disruptiva e.g. Fintech, Blockchain, Internet of Things (IoT), Big Data e Inteligência Artificial (IA).

Da nossa experiência recente, verificamos que existem três fatores determinantes para a atividade de M&A no setor, todos eles relacionados com movimentos de convergência.

O primeiro é a rápida evolução das tecnologias disruptivas e as novas possibilidades de modelos de negócios. O segundo é a convergência de oferta aos consumidores, levando a novos tipos de oferta de pacotes de serviços com soluções adjacentes. Por último, mas não menos importante, o terceiro fator é aquele que garante que a convergência continuará a definir a atividade de M&A no setor, nomeadamente o crescimento do investimento de capital de risco.
Os processos mais tradicionais de M&A, mais focados na criação de sinergias e redução de custos continuarão a ser relevantes para o setor. No entanto, na EY temos identificado uma tendência para a proliferação das aquisições com vista à convergência, as quais se caracterizam, independentemente do objetivo — crescimento futuro através do acesso a tecnologia estratégica, obtenção de know-how específico ou crescimento imediato através da aquisição de um negócio adjacente — por implicar mudanças comportamentais e ajustamento de processos internos na fase de integração pós-aquisição.

Neste contexto, o sucesso dos processos de M&A depende muitas vezes da capacidade das empresas para descartar o velho manual de integração e fusão, em prol de uma abordagem mais orientada para a criação de valor durante o processo de integração. Tendencialmente o foco deixará de estar na criação de sinergias operacionais para passar a recair na identificação e retenção de talento, no acesso e proteção de tecnologia.

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