Como pode a Indústria Transformadora fazer de 2020 o ano da otimização e competitividade?

Muitos fabricantes estão a descobrir novas razões para inovar, impulsionados pela pressão macroeconómica, pela concorrência, por mudanças na cadeia de distribuição, pelos esforços de sustentabilidade e, ainda, pelas exigências dos clientes.

A chamada “Quarta Revolução Industrial” está a ganhar ritmo à medida que as empresas recorrem à digitalização para melhorar os seus processos e a indústria transformadora está a tomar a iniciativa de se equipar com as tecnologias necessárias para se adaptar às mudanças que aí vêm, o que inclui novas competências de Inteligência Artificial (IA), a Internet das Coisas (IoT), o Machine Learning (ML) e ferramentas automatizadas.

“2020 será um ano de transformação para a indústria de produção, quer seja devido a pressões económicas globais, como as guerras de tarifas e o Brexit, ou pelas mudanças sociais, como a sustentabilidade, a transparência e a privacidade dos dados. Os produtores estão atentos à situação e têm conseguido grandes avanços. À medida que aceitam a Quarta Revolução Industrial, será necessário explorar a tecnologia de forma a enfrentar os desafios do futuro. Num mundo cada vez mais digitalizado, os fabricantes precisam de encontrar novas formas de otimizar as operações e continuarem competitivos”, afirma Nick Goode, vice-presidente executivo da Sage.

Neste contexto, a Sage, identifica três tendências-chave que vão impulsionar a indústria no próximo ano. A primeira prende-se com a sustentabilidade enquanto acelerador da economia circular. As gerações mais jovens são cada vez menos materialistas: reciclam roupas, alugam bicicletas e partilham boleias em carros elétricos híbridos. Este comportamento está a alterar as expectativas dos clientes em relação aos produtos que recebem. Em 2020, a transição da economia linear (comprar, fazer, eliminar) para a economia circular (reutilizar, reparar e reciclar) prevalecerá na indústria. Não sendo um conceito novo, a economia circular vai poder alcançar o seu potencial.

De acordo com o estudo mais recente da Sage, quase todas as empresas afetadas pelas tendências de produção sustentável (61%) já adotaram uma estratégia de economia circular (97%). A conservação de recursos e os benefícios em termos de receitas e custos estão a impulsionar a adoção dessas práticas, o que pode também ser considerado uma boa estratégia para promover a imagem das marcas.

A segunda tendência foca-se na observância das normas, “do prado ao prato”. Um sistema alimentar inclui todos os pontos do processo, desde o fabrico até ao consumidor – “do prado ao prato”. Desde a produção de alimentos ao seu processamento, passando pela distribuição, até ao consumo, todas as fases são integradas e podem melhorar – ou danificar – a saúde ambiental, económica, social e nutricional do ecossistema.

A rastreabilidade alimentar encontra-se no cerne desta questão: abrange todas as fases do ecossistema, desde os produtores aos fabricantes, ao longo de toda a cadeia de distribuição, até ao distribuidor ou fornecedor. Este fator tem sido uma das principais prioridades para os produtores e retalhistas alimentares durante décadas, mas os consumidores continuam a ser afetados pela incoerência dos padrões de qualidade dos alimentos.

A exigência por uma maior transparência e controlo de qualidade alcançou novos níveis e a crescente popularidade dos alimentos naturais só aumenta a complexidade deste processo. Os fabricantes precisam de adotar medidas adicionais para garantir que os seus processos de fabrico são da mais elevada qualidade e correspondem aos mais recentes padrões alimentares. A observância das normas e os controlos de qualidade melhorados, juntamente com regulamentos mais rígidos, vão garantir uma atenção renovada aos padrões alimentares em 2020.

Por último, destaca-se a criação de playlists de aplicações próprias. A Gartner prevê que, em 2023, 40% dos profissionais vai organizar as suas aplicações de negócios da mesma forma que o faz com os serviços de streaming de música.

Nos últimos anos, pudemos observar uma mudança na forma como as organizações estão a alterar a oferta de serviços TI aos utilizadores, muito mais moduláveis e personalizáveis. Hoje em dia, muitas empresas oferecem serviços TI através de uma abordagem uniformizada. Esperam que os colaboradores adaptem o seu trabalho às opções disponíveis e, como resultado, vemos o aumento da chamada ‘shadow IT’, em que os colaboradores trazem os seus próprios dispositivos e aplicações para o local de trabalho. Esta pode também ser uma das razões para os níveis de produtividade reduzidos. Em vez de limitar os colaboradores na escolha da sua própria forma de trabalhar, as empresas têm de encontrar novas formas de lhes oferecer serviços TI eficazes. Ao mesmo tempo, precisam também de reforçar a sua segurança e acessibilidade.

As tecnologias de Enterprise Resource Planning (ERP) permitem às empresas consolidar os seus dados e aplicações de negócio, bem como proporcionar às equipas de TI a competência para oferecerem os seus serviços de forma modular. Como resultado, os utilizadores podem criar as suas próprias ‘playlists’ individuais de aplicações, personalizadas de acordo com as suas necessidades, o que os capacita para trabalhar de forma mais produtiva.

 

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