Covid-19: EMA preocupada com hesitação a vacinas e aponta Portugal como exemplo

A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla inglesa) manifestou-se hoje “muito preocupada” com a elevada taxa de hesitação no reforço da vacina da covid-19 e deu o arranque da campanha em Portugal como bom exemplo.

“Temos visto sondagens, nomeadamente nos Países Baixos e Hungria, que apontam para um elevado grau de hesitação entre a população em relação ao reforço [da vacina da covid-19], o que é muito preocupante”, disse, em conferência de imprensa o responsável da agência Steffen Thirstrup.

Destacando que as vacinas estão já a chegar aos Estados-membros, Thirstrup deu como exemplo Portugal que “começou a campanha de vacinação junto da população mais idosa há umas semanas, no início de setembro”.

“Sabemos que todos os Estados-membros – posso falar pela Dinamarca, o meu país – começaram a lançar esta vacina esta semana, mais uma vez junto da população mais vulnerável e idosa”, acrescentou.

Portugal recebeu na segunda-feira mais de meio milhão de doses da nova vacina da Pfizer desenvolvida para combater especificamente as linhagens BA.4 e BA.5 da variante Ómicron, responsáveis pela quase totalidade das infeções registadas no país.

Fonte da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) adiantou à agência Lusa que, até ao final do mês, está prevista a chegada a Portugal de cerca de um milhão das mais recentes vacinas aprovadas na União Europeia e que receberam “luz verde” do regulador europeu (EMA).

A campanha para administração da quarta dose da vacina contra o vírus SARS-CoV-2, que causa a covid-19, arrancou em Portugal para os maiores de 80 anos e maiores de 12 com imunossupressão.

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