CP confirma demissão de diretor e garante segurança ferroviária

A administração da CP garante que “a exoneração do diretor de material circulante da CP não tem qualquer ligação (…)” com a decisão de passar a fazer a manutenção dos rodados das automotoras elétricas aos dois milhões de quilómetros de circulação, em vez dos anteriores 1,7 milhões de quilómetros.

Cristina Bernardo

A CP confirma, em comunicado divulgado há minutos, a demissão do diretor de material circulante da empresa, conforme noticia esta segunda-feira o jornal ‘Público’.

O jornal adiantava que essa demissão ocorreu por o referido diretor de material circulante, José Pontes Correia, discordar da decisão da administração da CP sobre segurança ferroviária.

No referido comunicado, a administração da CP, liderada por Carlos Gomes Nogueira, assegura que “a exoneração do diretor de material circulante da CP não tem qualquer ligação com tal decisão (…)”

O comunicado da transportadora ferroviária nacional adianta que a demissão do diretor de material circulante se deveu, “(…) tão somente, com a não verificação de condições objetivas para o exercício da função”, sem, no entanto, explicar que “razões ojetivas” foram essas.

Sobre a matéria da segurança ferroviária, a CP relembra que “as operações de manutenção e reparação do material circulante da CP obedecem a pareceres técnicos e decisões que, em contacto permanente com os fabricantes, asseguram os padrões de segurança ferroviária”.

“Em concreto, no que concerne ao ciclo de manutenção das unidades UTE 2240, os pareceres técnicos da Direção de Material Circulante da CP e da EMEF foram naturalmente concordantes e suportaram a decisão do Conselho de Administração da CP, tendo concluído que esta alteração não coloca em causa a segurança da operação ou dos passageiros”, garante o comunicado da CP.

Segundo o jornal ‘Público’, a administração da CP decidiu que a manutenção dos rodados (‘bogies’) das automotoras elétricas, as referidas UTE 2240, seria feita aos dois milhões de quilómetros de circulação, em vez dos 1,7 milhões de quilómetros, como acontecia até agora.

O mesmo jornal avança que José Ponte Correia alertou para os riscos para os passageiros que podiam decorrer desta decisão da administração da CP, acabando exonerado no passado dia 6 de dezembro.

 

 

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