Declarações “antidemocráticas”. PCP responde a críticas de associação de refugiados ucranianos (com áudio)

Na sequência das afirmações do presidente da associação Refugiados Ucranianos, o PCP pede que os órgãos de soberania assumam uma posição de forma a que não possam ser tomados como cúmplices.

Cristina Bernardo

O PCP respondeu às criticas de que foi alvo por parte do presidente da associação Refugiados Ucranianos (UAPT), Maksym Tarkivskyy, e garantiu que são antidemocráticas, o que já valeu reação da Associação dos Ucranianos em Portugal.

As declarações do PCP surgem na sequência de Maksym Tarkivskyy ter dito, em entrevista à “Lusa”, que não percebia como PCP continuava a existir em Portugal. “É um partido que está basicamente neste momento a apoiar a guerra, não entendo mesmo” sublinhou.

Em resposta, o PCP considerou que as declarações antidemocráticas. “As declarações de ódio fascizante proferidas por um responsável de uma associação de refugiados ucranianos contra a existência do PCP, na linha das reiteradas manifestações de ingerência da embaixadora da Ucrânia e de afirmações do ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia igualmente dirigidas contra o PCP, tal como os esbirros da PIDE atacavam os antifascistas, são reveladoras da natureza antidemocrática do governo de Kiev e constituem uma intolerável afronta ao regime democrático em Portugal”, sublinham os comunistas.

Segundo o partido liderado por Jerónimo de Sousa as afirmações exigem “um posicionamento inequívoco dos órgãos de soberania do nosso País, para que o seu silêncio, passados já vários dias de terem sido proferidas, não possa ser tomado como cúmplice com tais conceções e propósitos antidemocráticos”.

Para o PCP é preciso não confundir as declarações do presidente da associação de ucranianos “com o todo da comunidade imigrante e dos refugiados ucranianos”, uma vez que as declarações de Maksym Tarkivskyy são “movidas por um nítido e inaceitável carácter censório e persecutório que visa todos os democratas”.

“Para os que alimentam dúvidas sobre o total desrespeito pela democracia e a liberdade que há muito se instalou na Ucrânia, estas declarações, feitas em Portugal, alertam para o que este poder constitui na Ucrânia contra o seu próprio povo e tornam patente o seu carácter reacionário e fascizante”, apontam os comunistas.

Depois de divulgada a posição do PCP também o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal (AUP), Pavlo Sadokha, pronunciou-se sobre o Partido Comunista Português e a relação com imigrantes ucranianos.

Em entrevista à “SIC Notícias” Pavlo Sadokha acusou o PCP de “xenofobia” e “ódio” contra os imigrantes ucranianos. “Para o PCP, todos os ucranianos que não aceitarem ser russos são neonazis”, assegurou Pavlo Sadokha, recordando ainda que o partido tem classificado o povo ucraniano como “fascista”.

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