Deputado do PSD já não vai tomar posse como vice da Raríssimas

Ricardo Baptista Leite ia assumir funções de vice-presidente da Raríssimas, mas voltou atrás na decisão devido às acusações de má gestão da instituição. Em declarações ao Observador, o deputado afirmou que não existem neste momento condições.

O deputado social-democrata Ricardo Baptista Leite estava prestes a assumir funções como novo vice-presidente da associação Raríssimas, mas voltou atrás na decisão devido às acusações de má gestão da instituição. Em declarações ao Observador, o deputado do PSD afirmou que não existem neste momento condições para integrar a direção da Raríssimas.

“Não existem, naturalmente, condições e informarei o presidente da Assembleia Geral”, afirmou Baptista Leite, ao Observador, quando questionado sobre se iria tomar posse.

Numa reportagem da jornalista Ana Leal, transmitida na TVI este sábado, foram trazidos a público detalhes sobre a gestão, que apontam para o uso de fundos da instituição para despesas pessoais elevadas em vestuário e deslocações por parte da presidente Paula Brito da Costa.

A reportagem dá ainda conta de que a presidente aufere cerca de seis mil euros por mês em ordenados e despesas de representação. O marido e o filho de Paula Brito e Costa trabalham na associação e, na reportagem, a presidente aparece num vídeo a dizer que são “os seus olhos e ouvidos” na Raríssimas. “O meu filho é o herdeiro da parada”, afirma Paula Brito e Costa num dos vídeos que passaram na reportagem.

Baptista Leite tinha sido convidado por Paula Brito e Costa para assumir o cargo de vice-presidente. Depois da transmissão da reportagem da TVI, o social democrata enviou entretanto uma carta ao presidente da assembleia-geral da Raríssimas, Paulo Pitta e Cunha em que disse estar “preocupado” com a gestão da instituição.

“Exijo o cabal esclarecimento de todos os factos apurados”, escreveu Baptista Leite, na carta a que o Observador teve acesso. Pediu ainda uma “clara auditoria de toda a associação, por parte de uma entidade idónea, para que os doentes não sejam prejudicados”.

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