“Deveremos começar a receber a vacina da Moderna no final de janeiro”, diz Diogo Serras Lopes

O secretário de Estado da Saúde refere que os próximos lotes a serem entregues em Portugal são todos dos laboratórios da Pfizer. Das 70.200 doses que chegam esta segunda-feira a Portugal, 19.500 vão para as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

Diogo Serras Lopes acredita que a vacina da farmacêutica Moderna chegará a Portugal no final do mês de janeiro. Em entrevista à “Rádio Renascença” esta segunda-feira, 28 de dezembro, o secretário de Estado da Saúde diz que tudo está dependente da aprovação da Agência Europeia do Medicamento (EMA na sigla inglesa).

“Os próximos lotes a ser entregues são todos da Pfizer durante o mês de janeiro. A vacina da Moderna, vamos ver se a aprovação da EMA surge no início de janeiro como está previsto e acreditamos que não há nenhuma razão para que isso não aconteça. Assim sendo, deveremos começar a receber a vacina da Moderna no final de janeiro”, afirmou.

Diogo Serras Lopes revelou que as 70.200 doses já se encontram em Portugal, sendo que 9.750 vão para a Região Autónoma da Madeira e outras 9.750 para a Região Autónoma Açores que serão entregues pela própria Pfizer. “Não sabemos se ainda hoje, mas no máximo amanhã”, frisou.

O secretário de Estado da Saúde explicou que é necessário guardar mais 9.750 para a segunda fase dos profissionais de saúde que foram vacinados agora ou que vão ser durante estes dias. “Finalmente sobram-nos cerca de 40 mil doses, das quais metade vão ser distribuídas para hospitais do Serviço Nacional de Saúde e por outros hospitais do SNS e já alguns dos cuidados primários”.

Diogo Serras Lopes sublinhou que a vacinação dos cuidados primários começará amanhã, ainda com poucas vacinas face aquilo que são ou que foram selecionados como os profissionais prioritários. “Entre os dias 29, 30 e 31 serão dadas cerca de 20 mil doses, um número superior ao que existiu nos primeiros cinco centros hospitalares”, referiu.

Depois de ontem terem sido registados quatro casos da nova variante do coronavírus na Madeira, o governante disse que em Portugal Continental ainda não foi identificado nenhum caso. Questionado sobre quando poderá começar a existir uma redução da mortalidade, Diogo Serras Lopes, destacou que é necessário assistir-se a uma descida do número de casos.

“O pico de óbitos da semana passada está ligada ao pico de casos de meados de novembro. Sabemos que esta doença é particularmente letal nos grupos etários dos idosos. É necessário que a redução de casos se mantenha”, frisou, o secretário da Estado da Saúde.

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