EDP diz que venda de ativos vai permitir cortar dívida líquida para 3,2 vezes o EBITDA

Numa apresentação divulgada no site da CMVM, a energética adiantou que o preço da venda das centrais, 2,21 mil milhões de euros, representa um múltiplo implícito de 14,4 vezes o EBITDA (resultado antes de juros, impostos depreciação e amortização). 

Cristina Bernardo

A EDP – Energias de Portugal informou que a execução do plano de alienações, incluindo a venda de seis centrais hídricas em Portugal anunciada esta quinta-feira vai permitir à empresa reduzir o rácio de dívida líquida face ao resultado operacional de quatro vezes em 2018 para 3,2 vezes em 2020.

Numa apresentação divulgada no site da CMVM, a energética adiantou que o preço da venda das centrais, 2,21 mil milhões de euros, representa um múltiplo implícito de 14,4 vezes o EBITDA (resultado antes de juros, impostos depreciação e amortização.

Esse multíplo da venda, a um consórcio constituído pela francesa Engie, o Credit Agricole e o grupo Natixis, ficou “significativamente acima” da média de avaliações de 11 analistas, que era 12,1 vezes. A EDP adiantou que segundo multiplo implícito na transação os portfolio de ativos hídricos da EDP vale 8,9 mil milhões de euros, o que compara com uma avaliação média dos analistas de 6,8 mil milhões.

 

 

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As centrais hídricas em processo de alienação totalizam 1.689 megawatts de capacidade instalada e localizam-se na bacia hidrográfica do rio Douro. A transação tem como objectivo “a optimização do portefólio, reduzindo a exposição à volatilidade hídrica e de preço de mercado”, referiu a energética.
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