El Corte Inglés vai aumentar produtos sustentáveis em 20% até 2025

O grupo retalhista espanhol conta com uma oferta sustentável distribuída por quatro segmentos: produto local; design e fabrico sustentável; origem sustentável e economia circular.

O El Corte Inglés anunciou esta segunda-feira que irá aumentar a disponibilização de produtos sustentáveis nas suas prateleiras e loja online em pelo menos 5% por ano até 2025, o que pressupõe uma maior oferta de referências com pelo menos um atributo de sustentabilidade, como ter poliéster reciclado, usar fibra natural orgânica ou ser produzido em Portugal e Espanha.

O(s) atributo(s) de sustentabilidade é verificado(s) no momento da negociação com o fornecedor para aquisição do produto e os que são aceites pelo El Corte Inglés constam do Guia de Produtos Sustentáveis para compradores e fornecedores, desenvolvido internamente e por entidades externas especializadas, de acordo com critérios ESG (Environmental, Social e Corporate Governance).

Para atingir o novo objetivo, o trabalho da empresa continuará a ser realizado em duas vertentes: marca própria, tendo em conta os diferentes requisitos contemplados no Guia de Produtos Sustentáveis suprarreferido, e marcas externas, alinhando as estratégias das insígnias com as suas prioridades.

No ano passado, o grupo espanhol aumentou a sua oferta comercial de produtos sustentáveis em mais de 9% em relação a 2020 com um total de 122.329 referências sustentáveis, entre marcas próprias e externas.

A retalhista conta com uma oferta sustentável distribuída por quatro segmentos: produto local; design e fabrico sustentável; origem sustentável e economia circular. Por exemplo, no terceiro vetor, o El Corte Inglés assumiu o compromisso de certificar os balcões de peixe fresco dos armazéns com base na Norma de Cadeia de Custódia MSC (Marine Stewardship Council), que promove a pesca sustentável e a proteção dos ecossistemas marinhos. Atualmente, tem 40 referências de conservas de peixe com este selo.

O El Corte Inglés destaca ainda que conseguiu que todos os ovos de marca própria fossem provenientes de galinhas de gaiola e sistemas combinados (solo, campo ou biológico) e incorporou o Certificado de Bem-Estar Animal na marca própria de enchidos de porco branco (presunto curado, enchidos, presunto cozido e outros). “Este selo já está presente em 35% das referências e chegará a 50% durante o primeiro trimestre do novo ano”, informa a multinacional.

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