Emmanuel Macron criticado por festejar aniversário em antigo palácio real

O presidente francês faz 40 anos no dia 21 e está a festejar o aniversário nos terrenos de um palácio real do século XVI. As críticas à escolha do local surgem numa altura que foram divulgados dados sobre as fortunas de vários ministros do governo.

Presidente da República de França, Emmanuel Macron

Emmanuel Macron está novamente a ser criticado de ser “o presidente dos ricos” pelos adversários políticos. Eleito em maio, o presidente eliminou a taxa sobre as grandes fortunas e cortou o subsídio de habitação, medidas que justificou como sendo necessárias para impulsionar o investimento e a mobilidade social, mas que acabaram por provocar duras críticas.

Desta vez, são duas as controvérsias em foco. O presidente vai fazer 40 anos esta quinta-feira e está este fim de semana a festejar o aniversário nos terrenos do Chateau de Chambord, um antigo palácio real que data do século XVI. O gabinete de Macron negou que as celebrações teriam lugar dentro do palácio e esclareceu que é o próprio presidente que vai pagar as despesas.

Esses argumentos não foram, no entanto, suficientes para evitar as críticas. Jean Luc Mélenchon, que foi o candidato da extrema-esquerda nas presidenciais, disse que a escolha do local é “ridícula” devido ao simbolismo monárquico.

Nicolas Dupont-Aigan, político de direita que também foi candidato nas eleições, disse à Reuters que “os tempos mudam mas a oligarquia permanece distante das pessoas”.

A Reuters adianta que a polémica surge um dia após um organismo público responsável pela transparência na política ter divulgado dados sobre as fortunas de vários ministros do governo de Macron.  A ministra do trabalho, Muriel Penicaud, tem uma fortuna avaliade em 7,5 milhões de euros, enquanto o responsável governamental pelo ambiente, Nicolas Hulot acumulou 7 milhões de euros. Hulot, que tem promovido campanhas para a França deixar de vender veículos a gasolina e gasóleo até 2040, revelou possuir seis automóveis.

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