Espanhola Gigas compra operadora portuguesa ONI por 40 milhões de euros

A ONI fornece serviços de telecomunicações, cloud e TI/Segurança a cerca de 1.100 grandes e médias empresas, bem como serviços de retalho de voz e dados para outras operadoras de telecomunicações.

Fundador e presidente executivo da Gigas Hosting, Diego Cabezudo | Foto cedida

A Gigas fechou um acordo com a sociedade de investimento GAEA Inversión para a compra da operadora portuguesa de telecomunicações ONI por 40 milhões de euros. A informação foi dada pela multinacional espanhola em comunicado esta terça-feira, 10 de novembro.

“A GAEA, gerida pela lnveready, que hoje é obrigacionista da Gigas, após uma reorganização acionista e societária da Cabonitel (grupo a que pertence a ONI), passará a deter 100% do capital social da ONI”, indica o comunicado da empresa espanhola.

A ONI fornece serviços de telecomunicações, cloud e TI/Segurança a cerca de 1.100 grandes e médias empresas, bem como serviços de retalho de voz e dados para outras operadoras de telecomunicações. A empresa tem dois centros de dados próprios (Lisboa e Porto), redes de fibra metropolitanas em Portugal e uma rede de fibra que liga Madrid a Lisboa e Porto, e que irá favorecer a integração de serviços e operações com a Gigas na Península Ibérica.

A operadora portuguesa deverá terminar 2020 com receitas estimadas de 37,3 milhões de euros e um EBITDA normalizado de sete milhões de euros, ou seja, com esta aquisição e a anunciada em setembro da operadora irlandesa Ignitar (2 milhões de euros de receitas e 700 mil euros de EBITDA).

Deste modo, a Gigas irá atingir receitas proforma totais este ano de aproximadamente 50 milhões de euros e um EBITDA consolidado proforma ajustado (excluindo custos de M&A) de cerca de 10,2 milhões de euros.

A venda por 40 milhões de euros representa um múltiplo EBITDA de 6,1x, inferior ao atual múltiplo de cotação da Gigas. 62% do valor será pago em ações da Gigas recém-emitidas, pelo que após a compra, a empresa de capital de risco GAEA/Inveready tornar-se-á na principal acionista da Gigas e irá proporcionar estabilidade financeira e um histórico e conhecimento comprovados em telecomunicações e M&A.

Os restantes 38% vão ser pagos em dinheiro, através de dois aumentos de capital que serão submetidos à aprovação da Assembleia Geral Extraordinária convocada para o dia 17 de novembro, e o restante em ações da Gigas recém-emitidas.

Com a operação concluída, a Gigas irá ter uma posição de tesouraria na ordem dos 7 milhões de euros e uma dívida financeira líquida de 5 milhões de euros, assumindo apenas 0,5 vezes o EBITDA resultante, o que permitirá à empresa abordar novas aquisições aproveitando a sua capacidade de alavancagem.

A Gigas já está presente em Portugal desde 2019 através da aquisição realizada no ano passado da AHP (fornecedor de serviços cloud), cujas operações continuam a ser lideradas pelo administrador José Ferreira Cruz.

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