Estas foram as escolas que fecharam no primeiro dia de greve dos professores

No primeiro dia, a adesão foi de 75% nos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém. Esta quarta-feira, na região Centro ronda os 89%, segundo a FENPROF.

Mais de uma centena de escolas encerraram nos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém, no primeiro dia de greve de professores. Nesse dia, a adesão rondou os 75%, segundo a FENPROF. Veja aqui as escolas que nem sequer chegaram a abrir.

Hoje, quarta-feira, 3 de outubro, a greve mobilizou os distritos de Coimbra, Aveiro, Leiria, Viseu, Guarda e Castelo Branco e segundo a FENPROF a adesão cifra-se em 80%.

Quinta-feira, 4 de outubro, é a vez dos distritos do Porto e de Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança; docentes em exercício de funções na Região Autónoma dos Açores; docentes em exercício de funções no Ensino Português no Estrangeiro.

[frames-chart src=”https://s.frames.news/cards/docentes-em-portugal/?locale=pt-PT&static” width=”300px” id=”511″ slug=”docentes-em-portugal” thumbnail-url=”https://s.frames.news/cards/docentes-em-portugal/thumbnail?version=1512398655907&locale=pt-PT&publisher=www.jornaleconomico.pt” mce-placeholder=”1″]

A semana de paralisação dos professores em luta pelo reconhecimento de nove anos, quatro meses e seis dias para efeitos de progressão na carreira docente culmina com uma manifestação nacional no dia 5 de outubro, em Lisboa. A adesão às duas iniciativas é, segundo os sindicatos, fundamental para fazer chegar ao governo a mensagem de revolta e determinação dos professores.

Na base da greve está a recuperação do tempo de serviço dos professores e educadores que esteve congelado por duas vezes, primeiro durante o consulado de José Sócrates e depois no de Pedro Passos Coelho. Os professores não abdicam do reconhecimento de nove anos, quatro meses e seis dias, para efeitos de progressão na carreira docente. O processo negocial entre os sindicatos e o Ministério da Educação teve início a 15 de dezembro e chegou ao fim na passada sexta-feira.

No dia 7 de setembro, após o falhanço das negociações, os ministérios das Finanças e da Educação anunciaram que o governo vai aprovar um decreto-lei no sentido de permitir que “aos docentes do ensino básico e secundário cuja contagem do tempo de serviço esteve congelada entre 2011 e 2017, seja atribuída uma bonificação de 2 anos, 9 meses e 18 dias a repercutir no escalão para o qual progridam a partir daquela data”, a partir de 1 de janeiro de 2019. Solução que os sindicatos recusam.

 

Relacionadas

Mário Nogueira: quem é o homem que lidera os professores há 11 anos (c/vídeo)

Os professores iniciaram ontem uma nova greve, que vai durar até quinta-feira. A luta sindical confunde-se com a vida do dirigente da Fenprof, Mário Nogueira. Uma das primeiras manifestações aconteceu no gimnodesportivo de Tomar e acabou com uma barricada.

Respostas Rápidas: o que está em causa com a paralisação dos professores?

Paralisação dos professores teve início esta segunda-feira e deverá prolongar-se até sexta-feira, culminando numa grande manifestação. No balanço do primeiro dia, Fenprof diz que a adesão foi de 75%.

Professores iniciam semana de greve. Conheça o calendário e as razões da paralisação

Greve nacional decorre de forma faseada por regiões, culmina na sexta com uma manifestação e é convocada por 10 estruturas sindicais. Na base do protesto está a recuperação do tempo de serviço que esteve congelado.
Recomendadas

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta quarta-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta quarta-feira.

“Ainda este ano haverá navios elétricos a navegar no Tejo”, diz ministro do Ambiente

O primeiro navio elétrico tem chegada marcada para o primeiro trimestre de 2023, sendo que três outros barcos devem chegar até ao fim do ano. O primeiro carregador chega entre junho e julho.

Ucrânia: Portugal abriu 103 processos envolvendo crianças e três estão em famílias de acolhimento

Desde que começou a guerra na Ucrânia, a 24 de fevereiro do ano passado, Portugal atribuiu 14.082 proteções temporárias a menores ucranianos, representando cerca de 25% do total dos refugiados que fugiram do conflito.
Comentários