EUA e aliados passam a reunir mensalmente para analisar ajuda militar à Ucrânia

Os Estados Unidos e os seus aliados vão passar a reunir mensalmente para discutir o fortalecimento das capacidades militares da Ucrânia contra a Rússia, anunciou hoje o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin.

Bucha, Ucrânia

Os Estados Unidos e os seus aliados vão passar a reunir mensalmente para discutir o fortalecimento das capacidades militares da Ucrânia contra a Rússia, anunciou hoje o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin.

“A reunião de hoje vai tornar-se um grupo de contacto mensal sobre a defesa da Ucrânia”, explicou Austin, acrescentando que deseja coordenar a ação de “nações de boa vontade para intensificar os esforços, coordenar a assistência e focar-se em vencer a luta de hoje e as lutas que virão”, disse Austin, no final de uma reunião com líderes militares de cerca de 40 países, em Ramstein, na Alemanha.

Austin condenou ainda as declarações do chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, sobre o risco de uma guerra nuclear, considerando-as “inúteis e perigosas”.

“Ninguém quer uma guerra nuclear. Será uma guerra em que todos perdem. O barulho da retórica perigosa não ajuda e não contribuiremos para isso”, concluiu Lloyd Austin.

A reunião na base militar de Ramstein contou com a presença de oficiais de Defesa de cerca de 40 países, bem como do secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, com o objetivo de coordenar o apoio militar à Ucrânia a curto e longo prazo.

Na conferência de imprensa na base militar norte-americana na Alemanha, o secretário de Defesa norte-americano referiu-se ainda aos ataques na república separatista da Transnístria, na Moldova, reivindicados por grupos pró-Rússia.

“Ainda estamos a estudar as causas e a analisar a situação. Não temos a certeza do que se trata”, disse Austin, esclarecendo que acompanhará de perto a situação.

Para já, disse o chefe do Pentágono, a importância é evitar que o conflito na Ucrânia “transborde” para outras regiões, neste caso para a Moldova, que faz fronteira com aquele país invadido pelas tropas russas.

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