Fitch melhora perspetiva de evolução do Banco Angolano de Investimentos

A agência de notação financeira Fitch Ratings informou que alterou a avaliação do BAI de “Estável” para “Positiva”, ao mesmo tempo que estabeleceu a avaliação da dívida de longo prazo em ‘B-‘”, lê-se no comunicado hoje divulgado em Luanda, que surge depois de, a 15 de julho, a Fitch ter melhorado a perspetiva de evolução do ‘rating’ de Angola.

“A Fitch reconhece a importância sistémica do BAI, a sua posição como o principal banco privado de Angola e o seu papel estratégico no financiamento e apoio à indústria petrolífera estratégica”, diz o BAI, salientando ainda que “para a Fitch, esta alteração reflete os grandes superávites fiscais de Angola, frutos da combinação dos preços mais altos do petróleo, da contenção de despesas e de um declínio acentuado da dívida pública, impulsionados pela valorização do Kwanza e por um histórico de reformas económicas orientadas para a estabilidade”.

A 15 de julho, a Fitch Ratings, detida pelos mesmos donos da consultora Fitch Solutions, anunciou que tinha revisto a perspetiva de evolução do ‘rating’ de Angola de Estável para Positivo, deixando antever uma subida da opinião sobre a qualidade do crédito soberano deste país lusófono.

“Os preços mais elevados do petróleo e a nossa expectativa de uma contínua restrição orçamental vão sustentar uma melhoria na perspetiva de evolução orçamental”, lê-se na nota que acompanhou então a explicação da mudança da perspetiva de evolução do ‘rating’, que é mantido em B-, abaixo do nível de recomendação de investimento.

Depois de cinco anos de recessão económica, Angola deverá crescer 2,8% este ano e 3,4% em 2023, “impulsionada principalmente pelo setor não petrolífero, refletindo o abrandamento das restrições relacionadas com a pandemia e o aumento da liquidez de dólares, além de uma melhoria significativa no sentimento económico”, concluem os analistas.

A colocação de um ‘rating’ em Perspetiva de Evolução Positiva significa que, a manterem-se ou melhorarem as condições atuais, o ‘rating’ será revisto em alta, normalmente num prazo de que vai de seis a 18 meses, mas que pode ser antecipado.

A Fitch Ratings atribui a Angola uma opinião sobre a qualidade de crédito soberano em B-, abaixo da recomendação de investimento, ou seja, ‘lixo’, como geralmente é conhecido, significando que o investimento neste país é arriscado.

“O ‘rating’ B indica que há um risco material de incumprimento financeiro (‘default’), mas existe uma margem de segurança limitada; os compromissos financeiros estão a ser cumpridos, mas a capacidade para manter os pagamentos é vulnerável à deterioração das condições económicas e empresariais”, segundo a definição da Fitch Ratings para o nível B.

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