Fundo soberano da Noruega pode deixar de investir em petróleo e gás

Anúncio foi feito esta quinta-feira pelo ministro das Finanças norueguês e visa diminuir a vulnerabilidade do país às variação dos preços. O setor energético reagiu com quedas nas ações das petrolíferas e no valor do petróleo.

O fundo soberano da Noruega poderá deixar de investir em ações de empresas do setor do petróleo e gás para proteger o país da volatilidade dos preços. O ministros das Finanças norueguês anunciou esta quinta-feira que está a estudar o plano e irá decidir dentro de um ano.

“A nossa perspetiva é diversificar o risco para a riqueza do Estado. Podemos fazer isso não adicionando risco associado aos preços do petróleo através do fundo”, clarificou, posteriormente, o governador do banco central norueguês, responsável pela supervisão do fundo, Egil Matsen, em declarações à agência Bloomberg.

O anúncio aconteceu depois de o fundo soberano ter decidido vender as ações do setor do carvão. Se a Noruega decidir avançar com o plano, poderá significar abandonar um investimento de 35 mil milhões de dólares em ações de gigantes energéticos como a Royal Dutch Shell ou a Exxon Mobil.

Os mercados reagiram de forma negativa às declarações, com o índice Stoxx Europe 600 Oil & Gas, que negociava com ganhos, a inverter a tendência e começar a desvalorizar 0,4%.

Apesar de o responsável pelo fundo ter referido que o plano não está relacionada com qualquer perspetiva sobre os preços do petróleo, a concretizar-se deverá aumentar a pressão sobre o valor da matéria-prima. Em Londres, o brent negocia a perder 0,11% para 61,76 dólares por barril, enquanto o crude WTI perde 0,09% para 55,28 dólares por barril, em Nova Iorque.

O fundo, com quase 20 anos, chegou a 7,851 biliões de coroas norueguesa, equivalente a um bilião de dólares, em setembro. Estabelecido em 1998, para salvaguardar as receitas energéticas para as gerações futuras, o fundo vale mais de 2,5 vezes o produto interno bruto (PIB) da Noruega, enquanto as previsões do país eram que fosse 1,3 vezes maior que o PIB, em 2020.

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