G7 nunca reconhecerá fronteiras que Rússia pretende impôr pela força

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 iniciaram, na quinta-feira, uma reunião de três dias em Schloss Weissenhaus, na costa do Mar Báltico, na Alemanha, país que ocupa atualmente a presidência anual rotativa do grupo.

Reuters

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 afirmaram hoje que o grupo nunca reconhecerá as fronteiras que a Rússia pretende impor pela força da guerra na Ucrânia.

“Não reconheceremos nunca as fronteiras que a Rússia está a tentar mudar com a sua intervenção militar”, disseram os ministros, numa declaração difundida no âmbito de uma reunião de três dias em Wangels, no norte da Alemanha.

Na declaração, os chefes de diplomacia apelaram de novo à Bielorrússia para que “pare de facilitar a intervenção da Rússia e respeite os seus compromissos internacionais”.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 iniciaram, na quinta-feira, uma reunião de três dias em Schloss Weissenhaus, na costa do Mar Báltico, na Alemanha, país que ocupa atualmente a presidência anual rotativa do grupo.

Além da Alemanha, o G7 integra Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, com a União Europeia (UE) a participar também nas reuniões do grupo.

Os chefes da diplomacia dos países do G7 (as sete maiores economias mundiais) convidaram também os homólogos da Ucrânia e da Moldava a participar no encontro.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 6 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Recomendadas

Ucrânia: Alemanha cria ‘ponte ferroviária’ para as exportações de cereais

A Alemanha criou uma ‘ponte ferroviária’ com a Ucrânia para a ajudar a exportar os seus cereais, indicou uma fonte militar dos Estados Unidos.

Putin desvaloriza sanções e agradece saída de empresas estrangeiras do país

Putin classificou a invasão da Ucrânia como um ponto de viragem na história russa: uma revolta de Moscovo contra os Estados Unidos, que afirma ter humilhado a Rússia desde a queda da União Soviética em 1991.

É britânico, filho de veterano da Royal Air Force, mas agora dá voz a vídeos de propaganda russa

A justificação apresentada por Putin para a realização da “operação militar especial” no país vizinho – desnazificação da Ucrânia – é uma das mensagens presentes no vídeo insiste. “Hoje, na Ucrânia, os nazis e os seus lacaios nacionalistas fascistas são aclamados como heróis”, diz Grant.  
Comentários