Cabo Verde. Governo prepara Orçamento a prever crescimento até 5% em 2023

“O ano 2023 vai ser ainda mais desafiante, além de ser muito incerto. Não obstante, temos de criar as condições que possam garantir que a economia cresça entre 4 a 5%, e continuarmos a proteger os rendimentos das famílias, proteger as empresas e os empregos”, disse Olavo Correia, que é também ministro das Finanças, antecipando a reunião do Conselho de Concertação Social, hoje, em que vai apresentar e debater a proposta de Orçamento do Estado de 2023.

O vice-primeiro-ministro cabo-verdiano, Olavo Correia, prevê 2023 “mais desafiante” e “muito incerto” e que o Orçamento do Estado, proposta que apresenta hoje aos parceiros sociais, criará condições para um crescimento económico de 4 a 5%.

“O ano 2023 vai ser ainda mais desafiante, além de ser muito incerto. Não obstante, temos de criar as condições que possam garantir que a economia cresça entre 4 a 5%, e continuarmos a proteger os rendimentos das famílias, proteger as empresas e os empregos”, disse Olavo Correia, que é também ministro das Finanças, antecipando a reunião do Conselho de Concertação Social, hoje, em que vai apresentar e debater a proposta de Orçamento do Estado de 2023.

“O país passa por um momento muito exigente, desafiante no plano orçamental e financeiro. Neste sentido, o Governo tem estado a fazer um esforço enorme para proteger as famílias e as empresas, mas o impacto tem sido muito grande”, afirmou.

Olavo Correia acrescentou que no encontro que manteve com centrais sindicais, ainda no quadro de elaboração da proposta do próximo Orçamento do Estado, a entregar em outubro no parlamento, teve a oportunidade de ouvir as respetivas propostas: “De modo a que possamos apresentar um instrumento que venha a atender às preocupações de todos os cabo-verdianos”.

Sobre a reunião do Conselho de Concertação Social, que vai decorrer durante toda a manhã, na Praia, Olavo Correia garantiu que será uma “importante oportunidade” para debater em conjunto com os parceiros sociais “as medidas propostas pelo Governo”.

O objetivo é chegar “a um consenso em relação a questões mais relevantes que intercetam as empresas, os trabalhadores e os sindicatos”, disse ainda.

Olavo Correia defendeu anteriormente que o Governo pretende que o Orçamento do Estado para 2023 seja um instrumento de “continuidade às medidas de recuperação económica do país”, que “priorizará o desenvolvimento social e o rendimento das famílias, promoverá a confiança e a resiliência da economia e dos cabo-verdianos, incentivará e estimulará as reformas e a inovação”.

O ministro recebeu na terça-feira os representantes dos partidos políticos com assento parlamentar, no quadro das auscultações da proposta do Orçamento do Estado, documento que, garantiu, também “promoverá o crescimento sustentável e inclusivo e prosseguirá com a consolidação gradual das finanças públicas”.

Cabo Verde enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística – setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago – desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19.

Em 2020, registou uma recessão económica histórica, equivalente a 14,8% do PIB, seguindo-se um crescimento de 7% em 2021 impulsionado pela retoma da procura turística.

Para 2022, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia, nomeadamente a escalada de preços, o Governo cabo-verdiano baixou a previsão de crescimento de 6% para 4%.

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