Guilherme Figueiredo vai recandidatar-se a novo mandato na Ordem dos Advogados

O bastonário disse este sábado que tomou a decisão de se recandidatar porque precisa de mais tempo para concluir o seu “programa ambicioso” e porque os “colegas têm o direito de saber”.

Cristina Bernardo

O bastonário da Ordem dos Advogados (OA) decidiu esta semana que se vai recandidatar a um novo mandato. Guilherme Figueiredo, que está à frente da instituição desde janeiro do ano passado, anunciou a intenção este sábado, 15 de dezembro, em entrevista à “SIC Notícias”.

“Não estava nos meus horizontes uma recandidatura. O mandato é muito duro, exige muito. Porém, tenho de reconhecer que esta semana, a questão voltou a colocar-se em cima da mesa”, afirmou o bastonário dos advogados esta manhã, em declarações ao canal de Carnaxide.

Guilherme Figueiredo explicou que a mudança de ideia se deveu às circunstâncias de um programa “muito ambicioso”, nomeadamente de “natureza política”, que implica “alterações mais amplas que precisam de ser concluídas”.

“Acho que os colegas têm o direito de saber se alguém que está num cargo – seja ele de bastonário ou em conselhos regionais – tem o dever de explicar se eventualmente se recandidata até para que a fiscalização seja diferente, para perceber se as atitudes são eleitoralistas, se o cumprimento de um programa”, argumentou o sucessor de Elina Fraga.

Veja aqui o programa “Decisores” desta semana, com o bastonário da Ordem dos Advogados, Guilherme Figueiredo

Guilherme Figueiredo tomou posse como bastonário da OA a 11 de janeiro de 2017, depois de ter obtido, na segunda volta das eleições, 9.862 votos, contra os 9.193 de Elina Fraga. Com o atual bastonário, tomaram ainda posse Luís Menezes Leitão, como presidente do Conselho Superior da OA, e Jorge Bacelar Gouveia, como presidente do Conselho Fiscal, bem como os novos membros do Conselho Superior, do Conselho Geral e do Conselho Fiscal, para o triénio 2017-2019. Ao contrário das eleições de 2014, no último ato eleitoral, não foi automaticamente eleito o candidato mais votado, já que os novos estatutos da OA subordinam a eleição do novo bastonário à obtenção de mais de 50% dos votos.

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